Consumo em Supermercados cresce 3,20% em Março de 2026: O que esperar?

Consumo em Supermercados Cresce 3,20% em Março de 2026
O consumo realizado nos lares brasileiros apresentou um aumento de 3,20% em março de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, março de 2025. Este resultado marca o melhor desempenho mensal na comparação anual desde 2023, quando o crescimento foi de 4,58%.
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Os dados foram compilados por pesquisa da Abras, a Associação Brasileira de Supermercados. Em relação ao mês de fevereiro, o indicador registrou uma elevação expressiva de 6,21%.
Análise do Aumento do Consumo
Segundo a pesquisa, esse salto no consumo pode ser atribuído tanto à antecipação de compras em função da Páscoa, celebrada no início de abril, quanto ao efeito-calendário de fevereiro, um mês com menor número de dias.
É importante notar que os dados apresentados são deflacionados pelo IPCA, calculado pelo IBGE, e abrangem o desempenho de todos os formatos de supermercados. Marcio Milan, vice-presidente da Abras, ressaltou que, mesmo em um cenário de renda familiar favorável, o setor deve manter o foco na competitividade de preços e na eficiência operacional.
Desempenho do Abrasmercado
O indicador Abrasmercado também apontou uma alta de 2,20% em março, representando a elevação mensal mais acentuada no primeiro trimestre. Nos meses anteriores, as variações foram de 0,47% em fevereiro e -0,16% em janeiro.
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Este indicador acompanha a variação de preços de uma cesta composta por 35 produtos de consumo. Com o resultado divulgado, o valor médio dessa cesta subiu de R$ 802,88 para R$ 820,54 em março.
Variações em Produtos Básicos
Entre os itens básicos, o feijão foi o principal responsável pelo aumento, com elevação de 15,40%. O leite longa vida também registrou um crescimento significativo, de 11,74%. Por outro lado, houve quedas notáveis em produtos como açúcar refinado (-2,98%) e café torrado e moído (-1,28%).
A Abras apontou que o primeiro trimestre foi influenciado por fatores como logística, condições climáticas e a taxa de câmbio, além das variações de oferta nas cadeias produtivas. Para os próximos meses, há um risco de alta em diversos alimentos, especialmente aqueles mais sensíveis a questões de frete, clima e oferta.
Perspectivas e Desafios do Setor
“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, alertou Milan, reforçando os desafios que o setor deve enfrentar.
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