Computação Quântica: Busca Inusitada na Lista Telefônica Surpreende MIT e IBM

A Busca por Novos Horizontes na Computação Quântica
Dentro do campus do MIT, em Cambridge, Massachusetts, o pesquisador Borja Peropadre está em uma missão incomum: vasculha a tradicional lista telefônica em busca de uma nova perspectiva para explicar a era da computação quântica. A ideia central, como ele explica, é comparar a busca por um número aleatório em um computador tradicional com a que um computador quântico poderia realizar.
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Enquanto o primeiro exigiria um milhão de buscas, o quântico resolveria o mesmo problema em apenas 0,001% do tempo.
A chave para essa eficiência reside na capacidade dos computadores quânticos de operar em diversas dimensões simultaneamente, graças ao princípio da superposição quântica. Essa característica permite que os qubits, a unidade básica de informação quântica, assumam valores 0 e 1 ao mesmo tempo, em vez dos bits tradicionais que só podem ser 0 ou 1.
O conceito já é discutido academicamente desde 1982, quando o físico Richard Feynman propôs as bases teóricas do computador quântico, e em 1994, Peter Shor demonstrou a capacidade da máquina de fatorar números enormes exponencialmente mais rápido que os computadores clássicos.
A IBM, que já pesquisa física quântica desde 1980, está agora em um ponto crucial: transformar a teoria em realidade. A empresa acredita que os computadores quânticos já são ferramentas científicas viáveis, e prevê que se tornarão comercialmente relevantes em 2029.
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Jay Gambetta, diretor de pesquisa da IBM e IBM Fellow, que também preside o MIT-IBM Computing Research Lab, ressalta que a combinação de computadores quânticos com inteligência artificial pode abrir novas possibilidades.
Evolução da Pesquisa e Novos Modelos Computacionais
Em 2026, a IBM rebatizou o laboratório que mantém com o MIT, mudando seu nome para MIT-IBM Computing Research Lab. Essa mudança sinaliza uma expansão do foco da pesquisa, que antes se concentrava na inteligência artificial, para a combinação de computação quântica e IA.
A empresa já opera com sete computadores quânticos, integrando chips QPU (Quantum Processing Units) com CPUs (Central Processing Units) e GPUs (Graphics Processing Units), popularizadas pela Nvidia.
O processador mais recente em operação é o Nighthawk, lançado em 2025, com 120 qubits e uma arquitetura de conectividade em grade quadrada, disponível para clientes através da IBM Quantum Platform. Um exemplo notável do uso dessa tecnologia é a pesquisa da Cleveland Clinic, que utilizou o Nighthawk para simular complexos proteicos com até 12.635 átomos, abrindo novas perspectivas na indústria farmacêutica.
Avanços e Desafios na Computação Quântica
Jerry Chow, diretor de pesquisa quântica da IBM, acredita que o mercado acabará percebendo o potencial prático da computação quântica, assim como aconteceu com as GPUs. A parceria da IBM com a Q-CTRL, focada em software de infraestrutura quântica, alcançou um marco em maio de 2026, com a simulação de materiais para o setor de energia, concluída 3.000 vezes mais rápido que a melhor implementação clássica equivalente.
Michael Biercuk, professor de física quântica na Universidade de Sydney, e CEO da Q-CTRL, utilizou a plataforma da IBM, combinando computadores quânticos com supercomputadores tradicionais, para reduzir instabilidades e erros nos QPUs, um dos principais obstáculos técnicos do setor, conhecido como decoerência quântica.
A IBM espera demonstrar quantum advantage até o fim de 2026, com o próximo marco sendo o processador modular Kookaburra em 2026, e o computador tolerante a falhas em grande escala, batizado de Starling, previsto para 2029.
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