Cólica Menstrual: Dores Intensa? Saiba Como Aliviar e Quando Procurar Ajuda

Dor na menstruação? 80% das mulheres sofrem! Descubra os sintomas da dismenorreia e aprenda a aliviar a cólica menstrual. Busque ajuda se a dor persistir!

01/06/2026 05:11

3 min

Cólica Menstrual: Dores Intensa? Saiba Como Aliviar e Quando Procurar Ajuda
(Imagem de reprodução da internet).

Cólica Menstrual: Entenda os Sintomas e Busque Ajuda Quando Necessário

A cólica menstrual ainda é vista por muitas mulheres como um incômodo passageiro, algo a ser suportado sem grandes preocupações. Embora dores leves durante a menstruação sejam comuns, sentir fortes dores que afetam a rotina, como faltas no trabalho ou a necessidade constante de medicamentos, não deve ser normalizado. É importante reconhecer que a intensidade da cólica pode variar significativamente entre as mulheres.

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Dismenorreia e Prostaglandinas

A condição conhecida como dismenorreia, ou cólica menstrual, é causada principalmente pela liberação de substâncias inflamatórias chamadas prostaglandinas. Essas substâncias estimulam as contrações do útero, um processo natural para eliminar o endométrio durante a menstruação.

No entanto, em algumas mulheres, essas contrações se tornam excessivamente intensas, reduzindo o fluxo sanguíneo local e gerando dor.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a cólica menstrual afeta até 80% das mulheres em idade reprodutiva, com cerca de 10% a 15% apresentando dor intensa o suficiente para impactar suas atividades diárias. É fundamental buscar orientação médica quando a dor se torna um problema persistente.

Autocuidado para Aliviar os Sintomas

Existem diversas medidas simples de autocuidado que podem ajudar a aliviar os sintomas da cólica menstrual e melhorar a qualidade de vida. O calor local é uma das estratégias mais eficazes. O uso de bolsas térmicas, compressas mornas ou banhos quentes ajuda a relaxar a musculatura da região pélvica e reduzir as contrações uterinas.

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Alguns estudos indicam que o calor contínuo na parte inferior do abdômen pode oferecer alívio semelhante a medicamentos anti-inflamatórios em casos leves e moderados. Além disso, o calor proporciona conforto e relaxamento, especialmente quando combinado com repouso adequado.

Movimento e alimentação também desempenham um papel importante.

Movimento, Alimentação e Bem-Estar

Acreditar que o repouso absoluto é a melhor solução para a cólica menstrual está desatualizado. Atividade física leve, como caminhadas, alongamentos, yoga e exercícios leves, estimulam a circulação sanguínea e liberam endorfinas, substâncias que promovem o bem-estar e reduzem a dor.

A alimentação também é crucial: evitar alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, álcool e cafeína, e priorizar hidratação, magnésio, ômega-3, frutas, verduras e vegetais, pode ajudar a equilibrar a inflamação.

Dormir bem e controlar o estresse também são importantes, pois o cortisol, hormônio liberado em situações de estresse, pode intensificar a percepção da dor. Quando a cólica deixa de ser vista como um problema normal, é crucial buscar ajuda médica.

Quando a Dor Precisa de Atenção Médica

É importante distinguir entre a cólica menstrual primária, comum em adolescentes e mulheres jovens, e a dor causada por doenças ginecológicas. Se a dor piora progressivamente, ocorre fora do período menstrual, acompanha-se de dor durante a relação sexual, alterações intestinais, sangramento excessivo ou dificuldade para engravidar, é fundamental procurar um médico.

Uma suspeita comum é a endometriose, doença inflamatória crônica que afeta milhões de mulheres.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose. O diagnóstico geralmente demora anos, com mulheres levando entre sete e dez anos para receberem o tratamento adequado. Normalizar dores incapacitantes pode atrasar o tratamento e comprometer a qualidade de vida, além de afetar aspectos emocionais, sociais e reprodutivos.

A cólica menstrual não deve ser ignorada. Estratégias naturais e medidas simples de autocuidado podem ajudar em muitos casos, mas dores persistentes, intensas ou progressivas merecem atenção médica individualizada.

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