CNT Ameaça Greve: Transição Gradual na Jornada de Trabalho em Debate Urgente

CNT alerta: Transição gradual na jornada de trabalho é crucial para o setor de transporte! Confira os detalhes da proposta.

22/05/2026 04:30

3 min

CNT Ameaça Greve: Transição Gradual na Jornada de Trabalho em Debate Urgente
(Imagem de reprodução da internet).

CNT Prega Transição Gradual para Reduzir Jornada de Trabalho em Caso de Aprovação da PEC

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) defendeu, na segunda-feira (18 de maio de 2026), uma transição gradual na jornada de trabalho, com a redução de uma hora por ano, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que flexibiliza a escala de trabalho 6×1 seja aprovada pelo Congresso Nacional. A declaração foi feita durante um debate na Câmara dos Deputados sobre o projeto.

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Impacto nas Empresas de Transporte

Costa, representante da CNT, argumentou que essa medida é crucial para que as empresas do setor de transporte possam absorver os impactos da mudança sem necessariamente repassar esses custos para a cadeia de produtos. Ele enfatizou que a empresa precisa de tempo para se adaptar à nova realidade sem impactar o preço final dos produtos.

O projeto em discussão na Câmara estabelece uma redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, com dois dias de descanso, sem perda de salário. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) propõe que essa redução ocorra de forma gradual, com um ano de redução por hora. A organização acredita que essa abordagem permitirá que as empresas se adaptem de forma mais sustentável.

Reações e Preocupações

A posição da CNT está alinhada com a de outras grandes confederações, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que se manifestaram contra a PEC. Essas entidades defendem que a negociação coletiva por setor é o caminho mais adequado para lidar com as mudanças na legislação trabalhista.

A CNT alerta que a obrigatoriedade de reduzir a jornada de trabalho terá um impacto direto nos rendimentos das empresas de transporte, o que, por sua vez, poderia levar ao aumento dos preços e afetar o poder de compra da população. A confederação estima que o setor de transporte de cargas precisará contratar cerca de 250 mil trabalhadores adicionais, em um cenário de pleno emprego e escassez de mão de obra.

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Impacto em Motoristas Urbanos

Costa também destacou os desafios enfrentados pelos motoristas de ônibus urbanos, que operam em regime de 7 dias por semana e dependem de jornadas diferenciadas para garantir a disponibilidade de mão de obra. Ele argumentou que a redução da jornada de trabalho poderia agravar a falta de motoristas e comprometer o funcionamento do transporte público.

“Os ônibus urbanos têm que andar 7 dias por semana. Não há como tirar o direito de usar o transporte público. Por isso é comum no nosso setor ter jornada diferenciada. Tem uma jornada por exemplo 5 X 1, que deixa o motorista em condições de trabalhar no domingo falta mão de obra. Hoje está faltando motoristas para poder dirigir ônibus e caminhões e se eu reduzir a jornada eu vou ter necessidade de ter mais motoristas”, declarou.

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