China retoma importação de carne bovina do Brasil e impulsiona setor!

China reabre mercado de carne bovina do Brasil! Frigoríficos como a Mozarlândia (JBS, liderada por Roberto Perosa) voltam a exportar. Abiec comemora marco

24/05/2026 10:10

3 min

China retoma importação de carne bovina do Brasil e impulsiona setor!
(Imagem de reprodução da internet).

Reabertura do Comércio de Carne Bovina entre Brasil e China Impulsiona Expectativas

A China autorizou a retomada das exportações de carne bovina por três frigoríficos brasileiros em 2026, após uma suspensão anterior. A notícia, divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), representa um marco importante para o setor e demonstra o retorno da confiança da China no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne produzida no país.

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A decisão foi comunicada após uma reunião entre autoridades, incluindo representantes do frigorífico Mozarlândia, da JBS, liderado por Roberto Perosa, conforme reportado pela Reuters.

Desempenho do Setor e Pressões Internacionais

O Brasil continua sendo o principal exportador de proteínas, mas enfrenta desafios relacionados às margens de lucro. Um relatório do Bank of America, assinado pelas analistas Isabella Simonato e Julia Zaniolo, destaca que, entre janeiro e março de 2026, os embarques de carne bovina aumentaram 20% em comparação com o ano anterior.

A exportação de frango avançou 5%, enquanto a carne suína subiu 15%, mantendo uma trajetória de expansão que se estende por uma década. O mercado global apresenta um equilíbrio delicado entre oferta e demanda, com o Brasil em posição estratégica.

Cota de Importação Chinesa e Impacto

A China, principal motor da demanda por carne bovina, impôs tarifas adicionais de 55% sobre embarques que ultrapassem limites definidos no fim de 2025. A cota total para 2026 foi fixada em 2,7 milhões de toneladas, com o Brasil recebendo a maior fatia, de 41,1%, equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

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Argentina e Uruguai completam o top três, com 19,0% e 12,1%, respectivamente. As analistas do Bank of America estimam que cerca de 43% da cota anual brasileira já foi consumida até março, sugerindo que a cota pode ser totalmente utilizada entre agosto e setembro.

Desafios e Custos para os Frigoríficos

Apesar da demanda firme e dos preços mais altos em dólar, as margens do setor enfrentaram pressão no primeiro trimestre de 2026. Aumento nos custos de produção, especialmente na pecuária, impulsionado pelo aumento nos preços do gado, afetou as margens de exportação.

No frango, a queda nos custos de ração ajudou a manter as margens mais estáveis. A valorização do real e os custos elevados também pressionam as margens, principalmente na carne bovina.

Oferta de Grãos e Importação de Soja

A robusta oferta de grãos, com embarques de 29,6 milhões de toneladas de trigo e 16,2 milhões de toneladas de soja, impulsionou o comércio internacional. A China importou 16,2 milhões de toneladas de soja brasileira no período, representando uma queda anual de 5%, mas um avanço de 27% em relação ao trimestre anterior, devido à sazonalidade da colheita.

O Bank of America destaca o desafio de manter o ritmo diante de comparações mais exigentes e riscos adicionais, como restrições chinesas, o ciclo pecuário no Brasil, o reequilíbrio global da oferta de frango e possíveis impactos logísticos e de demanda relacionados à guerra no Irã.

O Brasil continua sendo um componente essencial no abastecimento global de alimentos, mas o setor enfrenta um período de transição, com foco na eficiência operacional e na gestão de riscos, em vez de uma expansão contínua das margens de lucro.

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