China expõe críticas a Taiwan na OMS e intensifica tensões globais

Em 11 de maio de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, reiterou a posição do governo chinês sobre a participação de Taiwan na 79ª Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que se inicia em 18 de maio em Genebra, Suíça.
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A China argumenta que representantes de Taiwan não possuem legitimidade para comparecer, considerando que o “governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a China”. Essa postura reflete um princípio central na política externa chinesa, o da “única China”.
Críticas ao DPP e ao Separatismo
Guo Jiakun atribuiu a posição de Taiwan à influência do Partido Democrático Progressista (DPP), partido governante na ilha, que ele considera responsável por promover uma agenda separatista. O governo chinês acredita que a participação de Taiwan em organizações internacionais, como a OMS, viola o princípio da “única China” e representa uma tentativa de manipulação política.
A questão do reconhecimento internacional de Taiwan como parte da China é um ponto central de tensão nas relações internacionais, gerando desavenças com diversos países.
Tensões com Paraguai, Japão e Estados Unidos
A recente atitude do governo paraguaio, liderado pelo presidente Santiago Peña, ao reconhecer Taiwan em 7 de maio, gerou críticas de Pequim. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, expressou a esperança de que o governo paraguaio abandonasse o reconhecimento das pretensões separatistas de Taiwan.
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A situação também se intensificou nas relações entre China e Estados Unidos, com o chanceler chinês Wang Yi e o secretário de Estado Marco Rubio tendo uma conversa em 30 de abril, onde Wang Yi enfatizou que Taiwan representa o “maior risco” nas relações bilaterais.
Os Estados Unidos, por sua vez, reafirmaram a importância de sua relação com a China, enfatizando o respeito mútuo.
Desgaste nas Relações com o Japão
As tensões entre China e Japão também se intensificaram, com o governo chinês expressando falta de interesse em discutir questões relacionadas a Taiwan com o Japão. A chancelaria chinesa enfatizou que o governo japonês deveria demonstrar sinceridade através de ações concretas, como uma retratação formal sobre declarações controversas, como a feita pela primeira-ministra Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrático), que expressou apoio a Taiwan em uma possível disputa militar contra a China.
A situação representa um desgaste nas relações bilaterais que já vinham sendo afetadas desde 2025.
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