China endurece medidas contra refinarias ligadas ao Irã e a sanções EUA

China endurece medidas contra refinarias ligadas ao Irã após sanções EUA. Bancos são proibidos de financiar empresas do setor com vínculos comerciais com o

07/05/2026 08:02

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China endurece medidas contra refinarias ligadas ao Irã e a sanções EUA
(Imagem de reprodução da internet).

China Adota Medidas para Limitar Financiamento a Refinarias com Ligações ao Irã

A China implementou medidas para restringir o acesso de refinarias privadas ao mercado financeiro, em resposta às recentes sanções americanas contra empresas envolvidas no comércio de petróleo iraniano. A Administração Nacional de Regulação Financeira (NFRA) direcionou os maiores bancos do país a interromperem novos empréstimos para refinarias com vínculos com a compra de petróleo do Irã.

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Essa ação visa proteger o sistema financeiro chinês de possíveis sanções secundárias dos Estados Unidos.

Restrições e Evitações

A medida, divulgada pela Bloomberg, não abrange empréstimos já existentes. Os bancos foram instruídos a evitar cobranças antecipadas ou o cancelamento de linhas de crédito em andamento. As restrições se aplicam a cinco refinarias chinesas ligadas ao comércio de petróleo iraniano, incluindo a Hengli Petrochemical (Dalian), uma das maiores refinarias privadas do país.

O foco é evitar que bancos chineses sejam afetados por sanções americanas e enfrentem dificuldades operacionais no sistema financeiro internacional.

Resposta de Pequim e Cenário Internacional

O movimento ocorreu poucos dias após o Ministério do Comércio da China solicitar que empresas chinesas ignorassem as sanções americanas, marcando a primeira vez que Pequim ativou um mecanismo de proteção para empresas locais contra punições estrangeiras.

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A situação se agrava com a contínua exportação de petróleo iraniano, apesar da guerra entre Irã e Israel, e com a utilização da chamada “frota das sombras” para contornar as restrições, envolvendo navios ligados a empresas sancionadas pelos EUA.

Volatilidade do Mercado de Petróleo

A crise no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, tem impactado a volatilidade do mercado. Em 7 de maio, o barril do tipo Brent, com contrato para julho, apresentava uma queda de 2,14%, a US$ 99,10, enquanto o tipo West Texas Intermediate (WTI) recuava 2,36%, a US$ 92,84.

A interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, com mais de 800 embarcações retidas no Golfo Pérsico, representa um risco significativo para o fornecimento global de petróleo.

Exportações Iranianas e Tensão Regional

Dados da empresa Kpler indicam que o Irã exportou cerca de 2,1 milhões de barris por dia em março, com um volume próximo de dois milhões de barris diários em fevereiro. Grande parte desse petróleo segue para a Ásia, principalmente China e Índia, utilizando a “frota das sombras”.

A tensão no Oriente Médio, com confrontos entre Irã e Israel, continua a afetar o setor de energia global e a instabilidade no Estreito de Ormuz.

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