China e EUA em crise: Taiwan reacende tensões e ameaça nova Guerra Fria

China e EUA trocam farpas sobre Taiwan em urgente ligação! Wang Yi alerta sobre “maior risco” e exige fim da tensão. A compra de tanques M1A2T Abrams por

01/05/2026 10:25

2 min

China e EUA em crise: Taiwan reacende tensões e ameaça nova Guerra Fria
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão Crescente: China e EUA Discutem Taiwan em Ligação Telefônica

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na quinta-feira, 30 de abril de 2026. A ligação veio em um momento de crescente tensão nas relações bilaterais, com Taiwan emergindo como um ponto crítico de divergência.

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Durante a conversa, Wang Yi enfatizou que a questão de Taiwan representa o “maior risco” nas relações entre China e Estados Unidos. O chanceler chinês expressou a necessidade de que os EUA honrem seus compromissos, façam a “escolha certa” e abram espaço para uma nova cooperação, além de contribuírem para a paz mundial.

Ele ressaltou a importância da questão para os interesses fundamentais da China.

A declaração de Wang Yi ocorre dois dias após Taiwan receber seu último lote de tanques M1A2T Abrams, fabricados nos Estados Unidos. A compra, concluída em 2019, envolveu a aquisição de 108 tanques, avaliados em US$ 1,29 bilhão (R$ 6,39 bilhões).

Essa entrega demonstra a crescente disposição dos EUA em contornar Pequim em negociações, especialmente no setor bélico, após a concessão de um auxílio militar a Taiwan estimado em US$ 11 bilhões (R$ 61 bilhões) em dezembro do ano anterior.

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Diálogos e a Visita de Trump

Marco Rubio, por sua vez, destacou a importância da relação EUA-China como a “relação bilateral mais importante do mundo”, enfatizando a necessidade de comunicação e coordenação entre os dois países, juntamente com o respeito mútuo. A ligação entre Wang e Rubio ocorreu duas semanas antes da visita do presidente Donald Trump (Partido Republicano) a Pequim, agendada para 14 de maio.

Inicialmente, a viagem de Trump a Pequim estava prevista para o final de março, mas a guerra no Irã levou o republicano a adiar o encontro com o líder chinês Xi Jinping (Partido Comunista da China). A situação no Oriente Médio também foi um ponto de discussão na ligação entre os dois chanceleres, embora o governo chinês não tenha divulgado detalhes sobre o conteúdo da conversa em relação ao conflito regional.

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