China Acelera em IA e Digital, e Pode Desafiar Liderança dos EUA

China Acelera em IA e Digital, e Pode Desafiar a Liderança dos EUA
A China tem demonstrado um avanço notável nos setores de inteligência artificial e economia digital, com potencial para reacender a disputa pela liderança tecnológica com os Estados Unidos. A avaliação é do diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ Consultoria, José Pimenta, que comentou sobre a dinâmica geopolítica entre as duas nações em uma participação no programa WW Especial da CNN Brasil.
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Estratégia de Exportação de Capital
Embora os Estados Unidos tenham se tornado mais atraentes para investimentos estrangeiros, a China tem adotado uma abordagem diferente, focada na exportação de capital e tecnologia para países aliados. Pimenta ressaltou que essa mudança estratégica, inicialmente vista como um retrocesso, tem se mostrado eficaz na expansão da influência chinesa no Sudeste Asiático, com investimentos direcionados para o Vietnã e a Malásia, por exemplo.
Dados da Unctad Confirmam o Crescimento
O especialista utilizou dados do Relatório de Investimento Mundial da Unctad para ilustrar o rápido avanço da China na economia digital. Ele destacou a consolidação de uma base industrial forte e a capacidade de exportar tecnologias nesse campo, mesmo em um cenário global de retração nos fluxos de capital.
Investimento Digital em Expansão
Pimenta enfatizou que, apesar da queda geral nos investimentos estrangeiros, o setor de economia digital da China tem apresentado um crescimento exponencial, atingindo 100% de aumento nos investimentos. Ele acredita que essa dinâmica será crucial para o futuro do equilíbrio econômico global.
Infraestrutura Digital e o Futuro da Economia
O diretor da BMJ Consultoria ressaltou que o domínio da infraestrutura digital será um fator determinante para o peso econômico de cada nação nas próximas décadas. Ele observou que os Estados Unidos ainda lideram em grandes projetos de investimento “greenfield” no setor, concentrando 30% a 40% dos maiores aportes globais, mas ponderou que a China tem a capacidade de reduzir rapidamente essa distância.
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“Não há dúvida da capacidade chinesa de, nos próximos anos, rapidamente encostar nos Estados Unidos, gerando algum tipo de ameaça no campo da inteligência artificial”, concluiu Pimenta.
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