Chileno Admite Ofensas, Alega Estado Mental Alterado Após Detenção na Latam

Chileno Admite Ter Proferido Comentários Ofensivos, Mas Alega Estado Mental Alterado
A defesa do chileno Germán Andrés Naranjo Maldini, detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após um incidente com um comissário de voo da Latam, apresentou uma versão do ocorrido que enfatiza a necessidade de tratamento psiquiátrico para o acusado.
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Segundo o advogado Carlos Kauffmann, Naranjo tem acompanhamento psiquiátrico há mais de 13 anos, com internações frequentes, e que a medicamentação que utiliza pode estar afetando sua capacidade de discernimento no momento do incidente.
Arrependimento e Pedido de Desculpas
A equipe jurídica de Naranjo alega que o indivíduo demonstra profundo arrependimento pelo ocorrido, expressando tristeza, constrangimento e desejo de se desculpar publicamente, em especial com o comissário Bruno. Eles solicitaram à Justiça Federal acesso aos dados do tratamento psiquiátrico de Naranjo, buscando comprovar sua condição mental e justificar sua situação de custódia.
Declarações do Acusado
Em depoimentos aos advogados, Naranjo afirmou que “ama sem diferenças” e ficou “chocado” com suas palavras no vídeo. Ele também mencionou a perda de seu irmão, ocorrida há algum tempo, e o consumo excessivo de álcool na ocasião. O chileno reiterou que suas palavras não refletem suas verdadeiras crenças e pediu desculpas por qualquer ofensa causada.
Ele expressou esperança de poder se desculpar pessoalmente com o comissário Bruno, argumentando que sua mente estava em um estado alterado.
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Contexto do Incidente
O incidente ocorreu em 10 de maio, durante um voo para Frankfurt, na Alemanha, com escala em Santiago, no Chile. A discussão começou após Naranjo tentar abrir a porta da aeronave. A Polícia Federal o prendeu por injúria racial e homofóbica contra os tripulantes do voo.
A Latam Airlines manifestou veemente repúdio a qualquer prática discriminatória e violenta, colaborando com a investigação.
Vídeo e Ofensas Registradas
Um vídeo divulgado no X (Twitter) mostra a discussão entre Naranjo e os funcionários da companhia aérea, com o chileno afirmando que um dos tripulantes é “gay”. O comissário de bordo questionou se a orientação sexual era um problema, e Naranjo respondeu: “É um problema para mim ser gay”.
O funcionário então perguntou se a cor da pele era um problema, e Naranjo respondeu: “A pele negra, o odor dos negros”. Em seguida, utilizou a palavra “mono” e imitou sons de animal, gerando ainda mais ofensas.
Legislação Aplicável
A ocorrência se enquadra em uma lei sancionada em janeiro de 2023 que equipara o crime de injúria racial ao de racismo, com pena de dois a cinco anos de prisão. A investigação em curso busca determinar as circunstâncias do incidente e responsabilizar o indivíduo pelas ofensas praticadas.
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