Check-up Cardiológico: A Prevenção Silenciosa que Salva Milhares de Vidas Anualmente

Check-up cardíaco: a chave para evitar mortes por doenças do coração! 🚨 Segundo especialistas, metade dos casos de infarto e AVC podem ser evitados. Consulte um cardiologista a partir dos 40 anos!

24/02/2026 17:51

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Organizar compromissos, planejar férias e revisar metas financeiras são tarefas comuns na rotina de muitas pessoas. No entanto, o check-up cardiológico frequentemente fica em segundo plano, apesar de ser uma medida simples que pode prevenir até metade dos eventos cardiovasculares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa condição é a principal causa de morte no país, responsável por cerca de 400 mil óbitos anuais, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Diagnóstico Precoce e Controle de Riscos

Estima-se que metade dos casos de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) poderiam ser evitados com um diagnóstico precoce e o controle dos fatores de risco. A avaliação cardiovascular anual permite identificar alterações antes que qualquer sintoma apareça.

O Dr. José Paulo Novazzi, coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina – Paulista, explica que muitas doenças cardíacas se desenvolvem de forma silenciosa e progressiva.

“As doenças do coração podem aparecer ao longo da vida e, em suas fases iniciais, comumente não apresentam sintomas. Em um check-up de rotina, o médico pode diagnosticar doenças cardíacas em fase pré-sintomática, iniciar tratamento específico e modificar a evolução da patologia”, afirma o Dr.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Novazzi.

Recomendação de Idade para o Acompanhamento

Todos os adultos devem fazer acompanhamento cardiológico a partir dos 40 anos. No entanto, muitas pessoas precisam iniciar antes as medidas preventivas, como os hipertensos, diabéticos, fumantes, indivíduos com colesterol elevado, obesos ou pacientes com histórico familiar de doenças cardíacas.

Quem inicia atividades físicas, como musculação ou corrida de rua, também deve realizar avaliação prévia. Crianças e adolescentes podem ser encaminhados para uma consulta cardiológica, caso pediatras identifiquem alterações clínicas ou laboratoriais que sugiram risco futuro.

Exames e Fatores de Risco

A consulta clínica completa é sempre o primeiro passo. Nela, são avaliados hábitos, histórico familiar, queixas e sinais físicos que indicam a necessidade de exames complementares. Os exames básicos incluem glicemia, colesterol e outros marcadores metabólicos, eletrocardiograma e teste ergométrico.

Dependendo da avaliação, podem ser necessários exames complementares, como ecocardiograma, monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), Holter de 24 horas para investigação de arritmias e Tilt Test nos casos de desmaios ou síncopes.

O cardiologista reforça que “o tratamento dos fatores de risco modificáveis, como hipertensão, dislipidemia (alteração dos lipídios no sangue), diabetes mellitus, obesidade, tabagismo, estresse e sedentarismo, é fundamental. Estudos conclusivos mostram redução de eventos cardiovasculares e de mortalidade quando controlamos esses preditores da doença”.

Sinais de Alerta e Prevenção

Controlar fatores de risco faz diferença real nas estatísticas. Além dos exames, o corpo também envia sinais que não devem ser ignorados. Dores no peito, palpitações, desmaios, falta de ar e inchaço merecem avaliação rápida. Sinais considerados “bobos”, como tontura, dor de cabeça persistente, alterações visuais ou zumbido no ouvido, podem ser as primeiras pistas de alterações cardiovasculares que merecem atenção.

“Muitas vezes, as doenças do coração exibem sintomas inespecíficos em sua fase inicial. Esse fato valoriza a importância do check-up preventivo”, afirma o médico.

Conclusão

A prevenção não termina na porta do consultório. Alimentação equilibrada, atividade física regular, evitar o cigarro e acompanhar os próprios resultados ao longo do tempo são hábitos que reduzem riscos e ajudam a envelhecer com vitalidade. Se o coração trabalha 24 horas por dia, o mínimo que você pode fazer é reservar uma hora por ano para cuidar dele. Porque, quando o check-up entra na agenda, o infarto e o AVC têm muito menos chance de entrar na sua história. “As avaliações periódicas identificam os fatores de risco, a intervenção multiprofissional os modifica e o resultado é melhor qualidade de vida e maior sobrevida”, conclui o coordenador de cardiologia do Hospital Santa Catarina – Paulista.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.