Cesta Básica em BH: Aumento Impacta Pesado no Bolso dos Mineiros em 2026

Cesta Básica Aumenta e Impacta o Bolso de Moradores em BH
Em abril de 2026, a cesta básica voltou a representar um desafio financeiro para os moradores de Belo Horizonte. De acordo com um levantamento da Fundação Ipead/UFMG, o valor total dos alimentos essenciais atingiu R$ 767,64, com um aumento de 0,86% no mesmo período.
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Esse valor significativo representa quase metade (47,3%) da renda mínima, um cenário que exige atenção. A cesta básica, composta por 13 produtos pesquisados, passou a ser uma parcela considerável do orçamento doméstico, impactando diretamente a capacidade de compra da população.
Aumento da Cesta e Relação com o Salário Mínimo
O aumento de 0,86% na cesta básica ocorre sobre uma base já elevada, o que agrava a situação. A comparação com o salário mínimo atual de R$ 1.621,00 revela que R$ 767,64 seriam destinados exclusivamente à compra da cesta, sem considerar despesas como moradia, transporte, energia, gás, medicamentos e outras necessidades básicas.
Essa realidade demonstra a pressão que os preços dos alimentos exercem sobre as famílias, especialmente aquelas com renda mais baixa. A dificuldade em equilibrar o orçamento com o custo da cesta básica é um problema recorrente e que exige atenção das autoridades e da sociedade.
Produtos que Mais Subiram em Abril
Entre os produtos que apresentaram maiores altas em abril, a manteiga se destacou com um aumento de 7,66%. Em seguida, o chã de dentro subiu 5,65%, e o pão francês teve um aumento de 4,14%. A carne, por sua relevância na cesta básica, também sofreu com o aumento, impulsionado pelas exportações brasileiras para a China.
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Quedas em Outros Alimentos Não Compensam
Apesar do aumento geral, alguns alimentos apresentaram quedas de preço em abril. A banana caturra, o feijão carioquinha e o café moído registraram reduções, assim como o açúcar cristal, o óleo de soja, a batata inglesa e o tomate. No entanto, esses recuos não foram suficientes para neutralizar o impacto dos alimentos com maior peso no orçamento.
O resultado final é uma cesta básica com um aumento acumulado de 3,35% em 2026, superior à inflação oficial de Belo Horizonte, evidenciando a persistência da pressão sobre os preços dos alimentos essenciais.
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