Centrão acusa Supremo de reação a rejeição de Messias em operação contra Nogueira

Operação da PF contra Ciro Nogueira é reação do STF? Centrão investiga! 🚨 Supremo, liderado por Mendonça, busca afastar parlamentares após rejeição de Messias.

08/05/2026 07:03

2 min

Centrão acusa Supremo de reação a rejeição de Messias em operação contra Nogueira
(Imagem de reprodução da internet).

Integrantes do Centrão no Congresso Nacional analisaram a operação da Polícia Federal, realizada nesta quinta-feira (7), contra o senador Ciro Nogueira, presidente do Partido Progressista (PP), como uma reação do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação central é que a Corte, liderada pelo ministro André Mendonça, que conduz o caso do Banco Master, buscava enviar uma mensagem clara aos parlamentares após a rejeição do nome de Jorge Messias como Advogado-Geral da União (AGU).

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Contexto da Rejeição de Messias

André Mendonça, que também é evangélico como Messias, tinha a expectativa de reduzir seu isolamento dentro do STF com a nomeação do indicado pelo então presidente Lula. A postura mais moderada e conciliatória de Messias era vista como algo positivo por Mendonça, que se opunha à escalada de tensões entre os poderes.

A rejeição de Messias, que ocorreu em um contexto de forte oposição ao governo Lula e de base governista coesa, foi, na visão do Centrão, uma decisão que definia o rumo das votações importantes desde a redemocratização.

O Papel de Alcolumbre e Nogueira

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, desempenhou um papel crucial na queda de Messias, mobilizando seus colegas para demonstrar a força do Congresso. Acredita-se que Alcolumbre, irritado com a postura de Lula, buscava também garantir que o então presidente Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ocupasse uma vaga no Supremo.

Ciro Nogueira, figura influente do Centrão, que antes apoiava Messias, foi alvo de uma avaliação crítica, com aliados sugerindo que sua influência contribuiu para a derrota do AGU.

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Estratégias e Possíveis Motivações

Após a operação, tornou-se claro que Alcolumbre precisou do apoio dos principais líderes de centro para estender a “corda” e barrar a indicação de Messias. A avaliação é que Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), autorizou a operação para evitar que o caso Master fosse considerado “enterrado” após um suposto acordo entre o Centrão e a oposição.

O ministro buscava demonstrar sua lealdade ao Judiciário, tendo sido um articulador fundamental durante o governo Bolsonaro.

Desgaste Político no Piauí

Outra interpretação que circula é que a operação tem um objetivo eleitoral, visando desgastar Ciro Nogueira no Piauí, onde ele é pré-candidato. Em um evento que foi cancelado, o pré-candidato do senador, Joel Rodrigues (PP), lançaria o vice.

O Piauí é governado por Rafael Fonteles (PT), que já utiliza a operação para fins de desgaste contra o lado de Ciro.

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