Centrais Sindicais Apoiando Jornada de 40 Horas Sem Cortes no FGTS

Coro sindical unânime: jornada de 40 horas é prioridade! Centrais rejeitam transições e cortes no FGTS. Saiba mais!

28/05/2026 03:10

3 min

Centrais Sindicais Apoiando Jornada de 40 Horas Sem Cortes no FGTS
(Imagem de reprodução da internet).

A comissão especial da Câmara da Câmara dos Deputados ouviu, na terça-feira (19 de maio de 2026), representantes das principais centrais sindicais do país, que manifestaram um coro unânime: a aprovação imediata da proposta de jornada de trabalho de 40 horas semanais.

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O movimento sindical rejeita qualquer período prolongado de transição, bem como medidas que possam sobrecarregar financeiramente os empregadores. A prioridade, segundo as centrais, é a aprovação sem adições ou encargos que prejudiquem o trabalhador.

Principais Demandas do Movimento Sindical

As centrais sindicais defendem a adoção da jornada de 40 horas sem a necessidade de redução salarial. Além disso, manifestam veemente rejeição a propostas que visem utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para compensar custos aos empregadores.

O foco principal é o fortalecimento dos sindicatos e das convenções coletivas, buscando uma distribuição justa da nova jornada durante a semana de trabalho. Há também pressão pela derrubada das Emendas 1 e 2, consideradas prejudiciais ao movimento sindical.

Redução da Jornada e Produtividade

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nobre, argumentou que a redução da jornada se traduz em aumento de produtividade. Ele rebateu críticas do setor empresarial sobre o impacto nos custos, afirmando que a folga extra eleva a produtividade por hora trabalhada e melhora a qualidade do trabalho, com funcionários descansados.

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Nobre ressaltou que a mudança é compensada pela diminuição de duas despesas importantes para as empresas: o índice de faltas e o número de acidentes de trabalho, gerando benefícios para empresas, famílias e a Previdência Social.

Rejeição a Cortes no FGTS

O sindicalista classificou como “crime” os rumores sobre cortes no FGTS para financiar a mudança estrutural. O presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, complementou, afirmando que a redução da jornada deveria acompanhar o avanço tecnológico. “A tecnologia reduziu o tempo das operações, mas a vida das pessoas não ficou mais leve.

Nenhuma sociedade produz inovação consistente transformando exaustão em método permanente de gestão”, disse Neto.

Retratação e Próximos Passos

O deputado União Brasil-RJ, Lemos, pediu a palavra para se retratar publicamente em relação ao apoio inicial às Emendas 1 e 2, que permitiam flexibilizações no texto original. Ele garantiu que votará pela derrubada de ambas as emendas. O relator da Proposta de Emenda de Conversão (PEC), deputado Republicanos-BA, Prates, informou que conversará com o presidente da Câmara, Republicanos-PB, ainda nesta terça-feira (19 de maio de 2026), com a expectativa de apresentar a primeira versão do relatório na quarta-feira (20 de maio de 2026).

A comissão continuará com suas audiências externas, com eventos programados em Minas Gerais, Santa Catarina e Amazonas até o final da semana.

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