CCJ votará admissibilidade do fim do 6×1: o que muda na jornada de trabalho?

CCJ votará admissibilidade do fim do 6×1! Veja o que Paulo Azi propõe e como o Congresso debate modelos de jornada de trabalho.

22/04/2026 10:45

3 min

CCJ votará admissibilidade do fim do 6×1: o que muda na jornada de trabalho?
(Imagem de reprodução da internet).

CCJ da Câmara deve votar admissibilidade do fim da escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados tem votação marcada para esta quarta-feira sobre a admissibilidade de uma proposta que visa acabar com a escala de trabalho 6×1. Essa análise ocorre em um momento de divergência entre o Poder Executivo e o Legislativo sobre como e em que ritmo essa mudança na jornada de trabalho deve ocorrer.

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O parecer do relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), considera o texto constitucional. É importante notar que a CCJ avalia apenas a legalidade do conteúdo, e não o mérito da proposta.

Discussão de Mérito e Modelos de Jornada

O mérito, que engloba impactos sociais e econômicos, só será debatido em etapas posteriores, caso a proposta avance. Azi sugere que haja um período de transição e que se discutam compensações específicas para o setor produtivo.

Essa sinalização aponta para um desejo de parte do Congresso e da iniciativa privada por uma implementação mais gradual da alteração. Se a admissibilidade for aprovada, será criada uma comissão especial para aprofundar a discussão do conteúdo.

Propostas em Debate no Congresso

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê que a votação no plenário pode acontecer até o final de maio. As propostas em análise apresentam modelos variados de jornada de trabalho.

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O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) propõe reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais em um prazo de até dez anos. Já a deputada Erika Hilton (Psol-SP) defende uma jornada menor combinada com a escala 4×3.

Divergências entre Executivo e Legislativo

O avanço deste tema gerou um embate claro entre o Executivo e o Legislativo. A Câmara, por sua vez, mantém a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) como o caminho principal, permitindo uma discussão mais ampla e com possibilidade de transição.

A proposta vinda do Executivo sugere uma jornada de 40 horas semanais, mantendo salários e dois dias de descanso, sem um período de adaptação definido. A estratégia governamental inclui o regime de urgência, limitando a tramitação a 45 dias em cada Casa, com votação por maioria simples.

Argumentos e Impactos Econômicos

Ministros como Luiz Marinho e Guilherme Boulos defendem que o modelo proposto oferece flexibilidade, admitindo arranjos como 5×2 (oito horas diárias) ou 4×3 (dez horas diárias), desde que negociados. O governo avalia que a implementação imediata minimiza o risco de perda de tração política, especialmente em um cenário pré-eleitoral.

Estudos citados pela equipe econômica indicam que os ganhos de produtividade podem compensar o impacto, embora setores que dependem muito de mão de obra prevejam um aumento de até 6,5% nos custos operacionais.

Posicionamentos sobre a Transição e Compensações

Por outro lado, Hugo Motta defende que a PEC oferece maior segurança jurídica e mais espaço para calibrar os impactos em cada setor. O presidente da Casa também se manifestou contra ampliar a desoneração da folha de pagamento como contrapartida, alegando riscos à arrecadação.

Setores como bares, restaurantes e shopping centers têm defendido a desoneração como forma de compensação, alertando sobre possível pressão sobre os custos e, consequentemente, sobre os preços finais para o consumidor.

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