CBIC revisa para baixo projeção de crescimento da construção em 2026!

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ajustou suas expectativas para o crescimento do setor neste ano de 2026. Inicialmente, a projeção era de um aumento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção, mas a entidade revisou para 1,2%.
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A principal razão para essa mudança reside na crescente pressão sobre os custos dos materiais e na incerteza econômica.
Fatores que Impactam o Setor
A CBIC aponta que a elevação das expectativas de inflação, impulsionada pelas instabilidades geopolíticas, especialmente a guerra no Oriente Médio e seus reflexos nos preços dos derivados de petróleo, tem contribuído para o cenário desafiador.
Além disso, a entidade avalia como um risco a possibilidade de redução da atividade na construção civil, decorrente das mudanças na escala de trabalho.
Dados de Preços e Condições Financeiras
Em março de 2026, o índice de preço médio dos insumos da construção atingiu o nível mais alto desde o segundo trimestre de 2022, registrando 68,4 pontos. Essa alta nos custos materiais é atribuída ao reajuste nos preços dos produtos derivados de petróleo.
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No ano de 2025, o PIB da construção apresentou um crescimento de 0,5%, abaixo da projeção inicial de 1,3% da CBIC. Adicionalmente, a entidade informou que as condições financeiras da indústria da construção se deterioraram no primeiro trimestre de 2026, devido aos altos juros e ao aumento dos preços das matérias-primas.
Preocupações com a Escala 6×1
O presidente da CBIC, Renato Correia, expressou grande preocupação com a possível aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, considerando-a um fator agravante no cenário atual. Ele ressaltou que, somada aos altos juros e à guerra no Oriente Médio, essa mudança pode gerar impactos negativos no setor, que emprega mais de 3 milhões de pessoas.
Correia enfatiza que a questão não se resume apenas a custos, mas que uma redução na jornada de trabalho de 44 para 40 horas teria um impacto direto nos custos de produção, afetando tanto a mão de obra quanto os materiais utilizados.
Considerações Finais
Apesar de reconhecer a importância de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, Renato Correia alerta que essa melhora deve ser implementada de forma cuidadosa, considerando o contexto econômico complexo. A guerra, o aumento dos custos de materiais e a reforma tributária em curso, juntamente com a persistência de altas taxas de juros, representam desafios significativos para a indústria da construção civil.
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