Café Brasileiro: Preços Caem Drasticamente Após Anos de Alta e Consumo Recupera

Café Brasileiro Recua: Preços Caem 15,51% Após Crise! ☕️ Após anos de alta, o mercado de café no Brasil apresenta sinais de alívio. Descubra como a queda nos

22/05/2026 12:20

3 min

Café Brasileiro: Preços Caem Drasticamente Após Anos de Alta e Consumo Recupera
(Imagem de reprodução da internet).

Café Brasileiro Recua Após Período de Alta nos Preços

O mercado de café no Brasil apresentou uma mudança significativa em 2026, com uma queda de 15,51% no preço do quilo. Em abril, o produto estava sendo vendido a R$ 55,34, uma redução em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esses dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), refletindo uma dinâmica de desinflação que se seguiu a dois anos de altas, impulsionadas pela escassez de matéria-prima e preços recordes nas bolsas internacionais.

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Melhora na Safra e Estoques

A recuperação da safra a partir de 2025 contribuiu para aumentar a disponibilidade de grãos para processamento, o que ajudou a aliviar a pressão sobre o orçamento dos consumidores, que haviam enfrentado um período de preços elevados entre novembro de 2024 e o primeiro trimestre de 2025. Enquanto isso, algumas categorias específicas, como os cafés especiais e descafeinados, registraram aumentos de 16,9% e 21%, respectivamente, com um leve avanço de 0,55% no café solúvel.

Retorno aos Níveis Pré-2020

Apesar do recuo nos preços, o valor do quilo ainda não atingiu os níveis praticados antes de 2020, quando o Brasil teve uma safra recorde e os preços ficaram mais acessíveis. No entanto, após abril de 2025, o comportamento dos preços nos supermercados apresentou uma desaceleração, acompanhando os custos de produção que haviam dobrado entre as safras de 2024 e 2025, impactando toda a cadeia do café.

Impacto no Consumo

Entre 2024 e 2025, os preços acumularam um aumento de 77,78% em 12 meses. Em 2025, o avanço foi de 66% para o consumidor, com uma valorização ainda superior a 30% no primeiro trimestre deste ano. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, destacou que os aumentos intensos começaram a ser sentidos no varejo entre o fim de 2024 e os primeiros meses de 2025, com repasses completos ao consumidor em março e abril de 2025. O consumo caiu 5,31% no primeiro quadrimestre de 2025, mas em 2026, observou-se um crescimento de 2,44%, indicando uma tendência de recuperação, dependendo da confirmação da safra.

Volatilidade e Estoques Industriais

Cardoso também mencionou a volatilidade do mercado internacional, que pressionou a recomposição dos estoques industriais. As indústrias precisam constantemente comprar café cru, e quando os preços sobem, os estoques diminuem, tornando as empresas vulneráveis a interrupções na oferta.

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A dificuldade de recomprar matéria-prima em meio aos preços elevados é uma preocupação constante. A expectativa é que, com a confirmação da safra, 2026 possa registrar um dos maiores volumes da história recente, superando até mesmo 2020. Rumores de quebras pontuais no Espírito Santo e no sul da Bahia são monitorados, mas as estimativas médias dos órgãos oficiais indicam uma tendência de comportamento regular das lavouras e transferência desse cenário para o varejo.

A indústria também tem trabalhado com níveis menores de cobertura de estoques devido à volatilidade do mercado. A empresa evita posições mais longas, o que afeta o fluxo financeiro e dificulta a manutenção de margens regulares no varejo.

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