Cacau em Queda Livre e Commodities em Alta: O que Esperar em 2026

Mercado Agrícola em Movimento: Queda no Cacau e Aumento em Outras Commodities
A sexta-feira, 08, foi marcada por uma significativa queda nos preços do cacau na bolsa de Nova York, influenciada pelo aumento das reservas certificadas e pela liquidação de posições compradas. O contrato futuro do cacau com entrega em julho registrou uma desvalorização de 5,53%, fechando a US$ 4.182 por tonelada.
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Esse movimento de baixa se intensificou com o registro do maior volume de estoques de cacau monitorados pela ICE em vinte meses, atingindo 2,668 milhões de sacas na quinta-feira (07).
Fatores que Impulsionaram a Queda
Segundo análises do Barchart, a disponibilidade crescente do produto no mercado gerou uma percepção de oferta mais confortável no curto prazo, levando investidores a realizarem lucros. Apesar dessa correção, os operadores continuam atentos às condições climáticas na África Ocidental, região principal produtora de cacau, e aos relatos de chuvas irregulares no Marfim e Gana, além do risco de retorno dessas condições nos próximos meses.
A expectativa de que o fenômeno El Niño, com probabilidade de 61% de formação entre maio e julho, afete o desenvolvimento das lavouras também contribuiu para a volatilidade do mercado.
Outras Commodities em Destaque
Em outros mercados, o suco de laranja registrou uma alta expressiva, com o contrato de julho avançando 5,77% e atingindo US$ 1.832,00 por tonelada. Os preços futuros do algodão também subiram na sessão, impulsionados por dados do relatório semanal de exportações do USDA, que indicaram compromissos de venda de 10,82 milhões de fardos.
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Já o café arábica apresentou uma leve alta de 0,57% na Bolsa de Nova York, sustentada pela redução dos estoques certificados. Os preços do açúcar também registraram uma leve alta, com o contrato de julho avançando 1,03% e fechando a US$ 14,69 por libra-peso.
El Niño e o Mercado Global
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontou uma alta probabilidade de formação do El Niño, com 61% de chance de ocorrência entre maio e julho, e 25% de chance de um “Super El Niño”. Essa previsão tem gerado preocupação no mercado, pois o fenômeno pode provocar condições mais quentes e secas na África Ocidental, impactando o desenvolvimento das lavouras de cacau e outras commodities.
A análise da Covrig Analytics indica que o recuo no etanol já está alterando a estratégia das usinas brasileiras, com maior direcionamento para a produção de açúcar devido à menor rentabilidade do combustível.
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