Brasil registra aumento expressivo na população com renda e consumo em 2026

O mercado de trabalho aquecido no Brasil impulsionou um aumento significativo na população com alguma forma de renda. Dados recentes divulgados pelo IBGE em 8 de maio de 2026 revelam que 143 milhões de brasileiros, o equivalente a 67,2% da população total do país, possuíam alguma fonte de renda.
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Essa expansão econômica se refletiu em um aumento da população economicamente ativa, que atingiu 101,6 milhões de pessoas. Paralelamente, observou-se uma redução na dependência de programas sociais governamentais.
Renda Familiar em Ascensão
O rendimento médio mensal real das famílias brasileiras alcançou um recorde de R$ 3.560 em 2025, representando um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior. Esse valor médio, que atingiu R$ 3.367 para pessoas com alguma renda, demonstra a força do mercado de trabalho e o aumento da capacidade de consumo das famílias.
A categoria de aposentadorias e pensões manteve o maior valor médio, atingindo R$ 2.697, enquanto o rendimento médio de programas sociais do governo foi de R$ 870.
Variações nos Rendimentos de Outras Fontes
O rendimento médio de aluguel e arrendamento apresentou um aumento expressivo de 11,8% em 2025, atingindo R$ 2.526. Esse valor é superior ao de pensões alimentícias e mesadas (R$ 863) e de demais rendimentos, como seguro-desemprego, aplicações financeiras e bolsas de estudo (R$ 2.302).
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A participação dos programas sociais no rendimento domiciliar per capita diminuiu de 3,8% para 3,5% entre 2024 e 2025.
Redução na Dependência de Programas Sociais
A proporção de domicílios com algum beneficiário de programas sociais diminuiu de 18,6% para 17,2% em 2025. Apesar dessa redução, a fatia de lares com beneficiário do BPC-LOAS aumentou de 5,0% para 5,3% no período, representando a maior porcentagem da série histórica iniciada em 2012.
Além disso, o percentual de domicílios que recebiam rendimentos de outros programas sociais cresceu de 2,1% para 2,4% em 2025.
Renda do Bolsa Família
O IBGE destacou que o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2025 foi de R$ 774, um valor inferior a 30% do rendimento médio de R$ 2.682 registrado pelos domicílios não beneficiados. Essa diferença evidencia o impacto dos programas sociais na redução da pobreza e desigualdade no país.
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