Brasil lança superlaboratório Sirius: avanços científicos e soberania tecnológica em Campinas

Novo Acelerador de Partículas Sirius Impulsiona Pesquisas Científicas no Brasil
Em Campinas, São Paulo, o presidente do Brasil inaugurou nesta segunda-feira (18 de maio de 2026) a segunda fase do projeto Sirius, um complexo de aceleradores de partículas com um investimento de R$ 800 milhões. A iniciativa, financiada pelo Novo Plano de Desenvolvimento (Novo PAC) com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, representa um avanço significativo para a pesquisa científica no país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As novas linhas de aceleradores, batizadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê, complementam a primeira fase, que já havia recebido um investimento de R$ 2 bilhões.
Capacidade Ampliada para Diversas Áreas
O acelerador de partículas Sirius, também conhecido como “supermicroscópio”, utiliza luz síncrotron para analisar materiais em escala atômica e molecular. Essa tecnologia permite que cientistas investiguem uma vasta gama de áreas, incluindo saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e o desenvolvimento de novos materiais.
Cada uma das quatro linhas de aceleradores será dedicada a áreas específicas de pesquisa. A linha Tatu, por exemplo, focará em fenômenos em materiais quânticos e biomoléculas, com potencial para avanços em telecomunicações e computação. A linha Sapucaia se concentrará em estudos com nanopartículas, proteínas e medicamentos, além de colaborar com pesquisas da parceria científica entre Brasil e China.
A linha Quati será dedicada a materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de terras raras e minerais críticos. Por fim, a linha Sapê se concentrará no desenvolvimento de materiais avançados para aplicações em energia, saúde e infraestrutura, incluindo estudos em materiais supercondutores e semicondutores.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Inovação e Soberania Tecnológica na Saúde
A cerimônia de inauguração também marcou o anúncio do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, com um investimento inicial de R$ 65 milhões, previsto para R$ 600 milhões nos próximos cinco anos. O objetivo do programa é fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde, reduzir a dependência de tecnologias importadas e conectar ciência de fronteira, inovação produtiva e as necessidades concretas do Sistema Único de Saúde.
O Cnpem, onde o Sirius está localizado, será o primeiro centro-âncora do programa. Paralelamente, o projeto continua com as obras do complexo laboratorial Orion, com um investimento de $ 1,4 bilhões, que será o primeiro laboratório do mundo conectado a uma fonte de luz síncrotron.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o lançamento como um momento histórico para a ciência, saúde e desenvolvimento do Brasil. Ele enfatizou a criação de uma plataforma nacional de soberania tecnológica em saúde, capaz de conectar ciência de fronteira, inovação produtiva e as necessidades concretas de saúde do povo brasileiro.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

