Brasil e China celebram metade da cota de carne com tarifa reduzida

Brasil e China selam acordo de carne: Brasil atinge metade da cota! 🥩🇨🇳 China anuncia mudança tarifária que impacta exportações brasileiras. Saiba mais!

11/05/2026 17:29

2 min

Brasil e China celebram metade da cota de carne com tarifa reduzida
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Atinge Metade da Cota de Exportação de Carne para a China

O governo chinês anunciou, no último sábado (9 de maio de 2026), que o Brasil alcançou metade da cota de exportação de carne bovina com tarifa reduzida. A medida, implementada no início do ano de 2026, visa fortalecer a pecuária local na China.

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Desde 1º de janeiro, embarques que ultrapassem 1,1 milhão de toneladas por ano deixam de ser sujeitos a uma sobretaxa de 12% e passam a ter uma alíquota de 55%.

Essa mudança tarifária foi anunciada pela China no final de 2025. Os frigoríficos brasileiros, cientes da nova regra, aceleraram os envios de carne nos primeiros meses do ano para evitar o aumento da tarifa. A expectativa é que o aumento tarifário seja implementado em breve, com o volume já atingindo a cota estabelecida.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) estima que essa situação cause uma queda de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026, em comparação com o ano anterior. Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, com 1,7 milhão de toneladas destinadas à China.

Reações e Perspectivas do Setor

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, declarou que a produção voltada especificamente para o mercado chinês deverá ser interrompida por volta de junho, devido à inviabilidade econômica da nova tarifa. “Não há mercado que substitua a China”, afirmou o executivo.

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O setor agora busca maneiras de escoar o excedente de carne para o mercado interno, buscando compensar a redução nos embarques para o país asiático.

A abertura do mercado coreano, que havia sido prevista para este ano, não deve mais ocorrer em 2026. A associação agora foca nas perspectivas do mercado japonês, embora a tarifa de 55% tenha validade de apenas 3 anos. O Brasil se mantém como o maior beneficiário do sistema de cotas, com um volume quase duas vezes maior do que o da Argentina, que ocupa a segunda posição na lista de parceiros comerciais.

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