Brasil denuncia deportação de ativista brasileiro de Israel e cobra posicionamento

Brasil denuncia deportação de ativista brasileiro de Israel! Thiago Ávila é extradiado após prisão em flotilha a Gaza. Crise diplomática se intensifica.

10/05/2026 01:22

2 min

Brasil denuncia deportação de ativista brasileiro de Israel e cobra posicionamento
(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Reage à Deportação de Ativista Brasileiro de Israel

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi deportado de Israel na madrugada deste domingo (10). A decisão foi tomada após sua prisão, ocorrida em 29 de abril, durante a interrupção de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores israelense através da plataforma X, onde se comunicou sobre a deportação de Ávila e do ativista Saif Abu Keshek.

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Segundo o comunicado oficial, a deportação ocorreu após a conclusão de uma investigação que apontou Ávila e Abu Keshek como “provocadores profissionais” envolvidos na flotilha. As autoridades israelenses alegaram que Abu Keshek tinha ligações suspeitas com organizações terroristas, enquanto Ávila era acusado de atividades ilegais.

Ambos negaram veementemente as acusações.

O governo israelense reafirmou sua posição de que não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre a Faixa de Gaza. A CNN tentou obter um posicionamento do Itamaraty, mas não recebeu resposta até o momento da publicação. A situação levanta questionamentos sobre a legalidade da detenção dos ativistas, com o Brasil e a Espanha expressando preocupação.

Os governos espanhol e brasileiro consideram a detenção como ilegal, e o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, também não endossou a medida. O grupo de direitos humanos Adalah, que acompanhou a defesa legal de Ávila e Abu Keshek, declarou que os ativistas foram informados de sua libertação e entrega às autoridades de imigração, com o objetivo de sua deportação. “O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, informou o grupo.

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Ainda não houve resposta imediata das autoridades israelenses para comentar a situação. A suspeita de crimes como auxílio ao inimigo e contato com grupos terroristas permaneceu em aberto. A Faixa de Gaza, administrada em grande parte pelo Hamas, um grupo considerado terrorista por Israel e por grande parte do Ocidente, enfrenta uma crise humanitária grave, agravada pelo conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, que resultou no deslocamento de grande parte da população do enclave e na dependência de ajuda humanitária, que tem chegado de forma lenta.

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