Brasil atrai investimentos em minerais críticos com nova estratégia ousada

Brasil Busca Parcerias Estratégicas em Minerais Críticos, Sem Preferências
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, nesta quinta-feira (7 de maio de 2026), que o Brasil tenha assinado qualquer memorando de entendimento com os Estados Unidos sobre minerais críticos. Em declarações após uma reunião de três horas com representantes do Partido Republicano na Casa Branca, Lula enfatizou que o país não dará preferência a nenhum parceiro no setor, abrindo as portas para empresas de diversos países, incluindo EUA, China, Alemanha, Japão e França.
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Marco Regulatório e Soberania Nacional
A postura do governo brasileiro se alinha com a aprovação do marco regulatório para minerais críticos pela Câmara de Deputados, uma medida que trata o tema como questão de soberania nacional. Lula ressaltou que o Brasil apenas conhece 30% de seu território e que agora há uma obrigação de mapear os 90% restantes.
Ele convidou empresas interessadas a se juntarem ao Brasil para explorar a mineração e a produção de terras raras, destacando a importância de garantir a riqueza desses recursos.
Acordos com Parceiros Estrangeiros
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), expressou otimismo em relação a investimentos norte-americanos no Brasil, após o encontro. O governo Lula tem buscado parcerias com outros países, como Espanha, Alemanha e Índia, através de memorandos de entendimento.
Esses acordos visam avançar da exportação de minério bruto para o processamento e a geração de valor ao longo da cadeia produtiva, com foco na transferência de tecnologia.
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Contexto Internacional e a Compra da Serra Verde
Os memorandos europeus, como os assinados com Espanha e Alemanha, são juridicamente não vinculantes e não criam obrigações financeiras imediatas. No entanto, funcionam como sinalização política em um momento em que Washington tenta organizar uma frente de 54 países para reduzir a dependência global da China no setor.
A recente compra da mineradora Serra Verde, em Goiás, pela norte-americana USA Rare Earth, por US$ 2,8 bilhões, evidencia a contradição que Lula tenta administrar: o Brasil detém as reservas, mas não retém o valor agregado. O capital estrangeiro já está presente no setor, independentemente do discurso de soberania.
Os documentos incluem memorandos de entendimento com a Espanha e a Alemanha, além de um acordo com a Índia. Eles buscam avançar da exportação de minério bruto para o processamento e a geração de valor ao longo da cadeia produtiva. Os acordos convergem em um ponto central: a transferência de tecnologia. (PDF – 245 KB) e (PDF – 234 KB)
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