Bloqueio de R$ 730 milhões para municípios do RJ: o que muda agora?

Governador em Exercício bloqueia R$ 730 milhões para 16 municípios do RJ! Saiba o que muda em obras cruciais.

21/04/2026 19:02

2 min

Bloqueio de R$ 730 milhões para municípios do RJ: o que muda agora?
(Imagem de reprodução da internet).

Governador em Exercício Bloqueia Repasse de R$ 730 Milhões a Municípios do Rio de Janeiro

O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador, determinou o bloqueio de um repasse de R$ 730 milhões destinados a dezesseis municípios do interior do estado. Essa verba era crucial para obras de pavimentação e contenção de encostas.

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Os recursos provinham do Fundo Soberano fluminense, um fundo criado com o objetivo de aplicar receitas da exploração de petróleo e gás natural em investimentos de longo prazo para o estado.

Contexto da Suspensão dos Recursos

A liberação desse montante havia sido previamente autorizada pelo ex-governador em 23 de março, em seu último dia de mandato. O informe seguia para a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), sendo que o conselho do fundo se reuniu naquela data, às 18h, no Palácio Guanabara.

A decisão de liberar o dinheiro no final do mandato gerou suspeitas na atual gestão, que optou por suspender a transferência dos valores. Os projetos afetados passarão agora por uma análise minuciosa nas instâncias técnicas da nova administração.

Destino Detalhado dos Valores Suspensos

O montante que foi bloqueado beneficiaria três secretarias estaduais. A Secretaria de Cidades, sob a liderança do deputado Douglas Ruas (PL) à época, receberia a maior parte, com R$ 250 milhões destinados a um projeto único, sem detalhamento específico.

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O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) seria responsável por R$ 248,1 milhões, valor destinado à execução de sete obras em cidades como Angra dos Reis, Valença e Rio Claro. Já a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas ficaria com R$ 232,5 milhões para dez projetos em municípios como Petrópolis, Araruama e Volta Redonda.

Ações de Corte na Máquina Pública Estadual

Desde que assumiu o Palácio Guanabara em 24 de março, Ricardo Couto iniciou uma série de cortes na estrutura administrativa. Em pouco mais de um mês de gestão interina, foram demitidos 638 funcionários.

Nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, uma edição extraordinária do Diário Oficial oficializou a dispensa de mais 94 servidores da área administrativa, sendo a maioria vinculada à Secretaria de Governo.

Justificativa da Gestão

Segundo a administração estadual, a economia acumulada com essas demissões atinge a marca de R$ 30 milhões anuais. A gestão informou que auditorias identificaram “inconsistências funcionais” nos casos analisados, como funcionários sem registro de acesso aos sistemas internos ou sem credenciamento institucional.

Essas medidas de ajuste visam reestruturar os gastos públicos do estado, impactando diretamente o fluxo de recursos para obras e serviços municipais.

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