Blockchain: BTG Pactual e Mynt Revelam Estratégia para Reduzir Custos Financeiros

Blockchain: Uma Nova Abordagem para a Eficiência Financeira
O sistema financeiro tradicionalmente se baseou em estruturas complexas, projetadas para garantir a confiança entre as instituições. Essa abordagem, que envolve múltiplas camadas de validação e reconciliação, embora legítima, tornou-se uma das principais fontes de custos e dificuldades operacionais para o setor.
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Diante da pressão por margens menores, da crescente competição e da demanda por agilidade, as instituições financeiras estão sendo desafiadas a questionar a necessidade de tantos intermediários.
É nesse contexto que o blockchain emerge não como uma mera promessa, mas como uma infraestrutura real. A chave reside em investir em soluções especializadas, como as oferecidas pelo BTG Pactual, que buscam combinar performance e proteção de patrimônio.
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O Custo Oculto da Reconciliação
O funcionamento do sistema financeiro tradicionalmente se baseia na independência das instituições em relação aos registros uns dos outros. Essa dependência resultou na criação de múltiplas bases de dados para registrar os mesmos eventos. Embora essa abordagem seja considerada segura, ela se tornou extremamente cara.
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A McKinsey & Company estima que atividades como backoffice, reconciliação, compliance e processamento pós-transação representem entre 20% e 30% dos custos operacionais de grandes instituições financeiras.
Cada transação é registrada, validada e, frequentemente, revalidada por diferentes participantes. Quando surgem divergências, processos manuais, ajustes e exceções são necessários, o que rapidamente se torna um problema de escala. O custo não está na transação em si, mas no caminho que ela percorre para ser processada.
Onde o Blockchain Reduz Custos
Ao substituir bases de dados isoladas por um registro replicado, onde a conciliação não é uma etapa posterior, mas uma característica inerente à arquitetura, o blockchain reduz a necessidade de múltiplas versões da mesma informação. Em vez de cada instituição manter sua própria base de dados e reconciliar as diferenças, existe uma camada comum de registro, atualizada de forma consistente.
Essa abordagem já demonstra um potencial significativo de eficiência.
Estudos da Deloitte indicam que o uso de tecnologias de registro distribuído (DLT) pode reduzir custos operacionais em processos de reconciliação e liquidação em até 30% a 50%, especialmente em operações interbancárias e mercados fragmentados.
A McKinseyCo. também aponta que cerca de 70% do valor gerado pelo blockchain no curto prazo está na redução de custos, e não na criação de novas receitas.
Impacto no Tempo de Processamento
Além da redução de custos, o blockchain também impacta o tempo de processamento das transações. A PwC aponta que soluções baseadas nessa tecnologia podem encurtar ciclos de liquidação que atualmente levam dias para poucas horas, dependendo da arquitetura adotada.
Isso elimina etapas desnecessárias para alinhar dados entre sistemas distintos.
Menos reconciliação significa menos intervenção manual, menos erros e exceções, e maior previsibilidade operacional. Essa evolução silenciosa da infraestrutura financeira é fundamental para a competitividade do setor.
Evolução Contínua da Infraestrutura Financeira
É importante ressaltar que o impacto do blockchain não deve ser interpretado como uma substituição completa da infraestrutura financeira existente. O sistema financeiro é um ambiente de evolução contínua, baseado em bases altamente consolidadas.
A presença de sistemas legados, a necessidade de interoperabilidade e o peso da regulação fazem com que qualquer mudança estrutural ocorra de forma gradual.
Novas tecnologias não entram como rupturas, mas como camadas adicionais que convivem com o que já existe. O blockchain tende a operar mais como um ajuste estrutural, mudando o custo de manter elementos como confiança, validação e controle, em vez de eliminá-los completamente.
O impacto mais relevante reside na sua capacidade de remover etapas que se tornaram desnecessárias.
Em um setor onde a eficiência é um requisito básico de competitividade, reduzir a fricção já não é apenas uma melhoria operacional, mas uma decisão estratégica.
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