BlackRock Alerta: Falta de Infraestrutura é Obstáculo à Expansão da IA em Nova York

BlackRock Alerta para Falta de Infraestrutura como Obstáculo Maior à Expansão da IA
Nova York – Em meio a debates sobre uma possível bolha no mercado de inteligência artificial, o CEO da BlackRock, Larry Fink, apresentou uma visão divergente, apontando para a escassez de infraestrutura como o principal desafio à expansão global da tecnologia.
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A declaração foi feita em um evento promovido pela Amcham e pela BlackRock, realizado na sede da gestora em Nova York, nesta segunda-feira, 11.
Fink argumentou que a demanda por recursos de inteligência artificial está crescendo mais rapidamente do que a oferta, o que impede o avanço da tecnologia. “Não existe bolha de IA”, afirmou o executivo, contrariando algumas das preocupações expressas por investidores em Wall Street.
A gestora teme que o atual ciclo de investimentos em IA seja insustentável, comparando o entusiasmo com o período da década de 1990, marcado pela valorização das ações de empresas ligadas à internet.
Escassez de Capacidade Computacional e Energia
O CEO da BlackRock detalhou a escassez de capacidade computacional, energia e componentes necessários para atender à crescente demanda por inteligência artificial. Ele mencionou conversas recentes com CEOs de hyperscalers americanos, que compartilharam avaliações semelhantes sobre o desequilíbrio entre oferta e demanda. “Temos uma escassez de computação.
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Temos uma escassez porque não temos energia suficiente. Temos uma escassez porque não temos GPUs e CPUs suficientes. Temos uma escassez porque não temos memória [computacional] suficiente”, explicou Fink.
China na Vanguarda da Preparação
Fink ressaltou que a China está avançada na preparação para a revolução da inteligência artificial, investindo em geração elétrica focada na nova economia digital. A China está construindo algo como 150 GigaWatts (GW) de energia nuclear e solar, o que a coloca em uma posição de vantagem na corrida global pela IA.
Nos Estados Unidos, o executivo apontou para gargalos na cadeia energética, como uma fila de até cinco anos para aquisição de turbinas a gás.
Brasil como Potencial Beneficiário
O CEO da BlackRock também mencionou o Brasil como um potencial beneficiário da expansão da inteligência artificial, devido à abundância de recursos naturais e capacidade de geração renovável. Segundo Fink, países com acesso competitivo a energia, território e infraestrutura poderão atrair investimentos em data centers, computação e indústrias ligadas à inteligência artificial.
Ele defendeu que os países devem ir muito além do setor de tecnologia e acelerar processos industriais, desenvolvimento de medicamentos, engenharia e produtividade corporativa.
“Em países como o Brasil, que têm abundância de sol e hidrocarbonetos, isso pode representar um florescimento para o Brasil”, afirmou Fink. “A velocidade com que os processos industriais vão acontecer — essa é a parte abundante”.
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