BHP Enfrenta Revés Decisivo em Caso de Mariana: Justiça Inglesa Arquiva Recurso

Tribunal da Inglaterra Arquiva Recurso da BHP em Caso de Mariana
Em uma decisão significativa, a Justiça da Inglaterra rejeitou nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, um recurso apresentado pela BHP em relação à tragédia de Mariana, Minas Gerais, causada pelo rompimento da barragem do Fundão em 2015. A decisão, proferida pelo Tribunal de Apelação, marca o fim das possibilidades ordinárias de contestação da sentença contra a empresa, que é coprodutora da Samarco, ao lado da Vale.
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Fim da Última Instância
Com a decisão, a BHP esgotou a última via disponível no sistema jurídico inglês para questionar a condenação. O Tribunal de Apelação considerou que não existiam “razões convincentes” para reverter a sentença, mantendo de pé a segunda fase do processo judicial.
Essa fase se concentrará na análise das perdas e na quantificação dos danos sofridos pelas vítimas, definindo os valores das indenizações.
A audiência para esta etapa do julgamento está prevista para abril de 2027. A decisão representa um marco importante para as famílias e comunidades afetadas pela tragédia, que aguardam há mais de uma década por justiça.
Reação das Vítimas e da BHP
O advogado Jonathan Wheeler, representando as vítimas, enfatizou a importância do fim dos recursos para o desfecho do caso. “Nossos clientes esperaram mais de uma década por justiça, enquanto a BHP buscou todas as vias processuais para evitar a responsabilização.
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Essas vias agora estão fechadas. Estamos focados em garantir a indenização que centenas de milhares de brasileiros têm direito há muito tempo”, declarou.
Em nota à Agência Brasil, a BHP Brasil afirmou que continuará apoiando a Samarco na busca por uma reparação “justa e integral”. A empresa ressaltou a confiança no “Novo Acordo do Rio Doce”, assinado em outubro de 2024, que prevê R$ 170 bilhões para a reparação, e que já garantiu pagamentos a mais de 625 mil pessoas.
Estimativas e Expectativas
A BHP estima que cerca de 40% dos reclamantes individuais na ação do Reino Unido serão excluídos do processo, o que reduziria significativamente o valor total dos pedidos. A empresa também destacou que a Corte inglesa validou as quitações já feitas a quem recebeu indenização integral.
O Desastre de Mariana: Um Legado de Tragédia
O colapso da barragem de rejeitos da mina de ferro do Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, resultou em 19 mortes, devastou comunidades e liberou 40 milhões de metros cúbicos de lama tóxica no rio Doce, que percorreu 650 km até o oceano Atlântico.
A ação judicial no Reino Unido foi movida pelos 640.000 autores da ação, que buscam cerca de £ 36 bilhões (aproximadamente R$ 260 bilhões na cotação atual) para cobrir os danos e prejuízos causados.
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