Banco Master: CPI em Debate com Acusações e Apoio Político Crescente

Pressão explode por CPI no Banco Master! Investigação da Operação Compliance Zero expõe esquema envolvendo André Mendonça e Daniel Vorcaro. Críticas abalam o

07/05/2026 13:21

3 min

Banco Master: CPI em Debate com Acusações e Apoio Político Crescente
(Imagem de reprodução da internet).

Pressão Cresce por Investigação do Banco Master

A pressão por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso do Banco Master intensificou-se nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026. O movimento ocorre em paralelo com o andamento da Operação Compliance Zero e após críticas internas sobre a falta de liderança do partido na condução das investigações do esquema.

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A situação se tornou particularmente delicada, gerando debates sobre a necessidade de garantir a transparência e a responsabilização dos envolvidos.

Reações Políticas e Apoio à CPI

O líder do governo no Congresso manifestou o apoio à criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso e de uma CPI na Câmara, enfatizando que “não pode haver qualquer suspeita de acordão para abafar as investigações”.

O deputado Pedro Uczai, líder da bancada da Câmara, também declarou seu apoio à instalação de uma CPI, conforme informado ao Poder360. O requerimento inicial da CPI, assinado pelas deputadas Fernanda Melchionna e Heloísa Helena (ambas do Psol), conta com o apoio de 181 deputados e 35 senadores.

Operação Compliance Zero e Suspeitas

O ponto crítico desta quinta-feira (7 de maio) foi a investigação da ex-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça, por suspeita de favorecer o banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas. O ministro do STF André Mendonça buscou, em conjunto com o irmão e aliados do caso.

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A decisão judicial indicou que a relação entre Mendonça e Vorcaro “extrapola a amizade” e sugere um “arranjo funcional” para obtenção de benefícios mútuos.

Posicionamento do PT e Críticas à Estratégia

A declaração do PT veio poucos dias após o presidente nacional do partido, Edinho Silva, admitir que o partido “errou” ao não assinar o requerimento inicial da CPI do Banco Master, apresentado pela oposição. Edinho defendeu que a base do governo deveria ter assumido o protagonismo das investigações desde o início.

A bancada petista protocolou um requerimento próprio de CPI, assinado pelo senador (PT-SE), mas optou por não subscrever o pedido da oposição, que contava com mais votos.

Conexões e Implicações do Escândalo

O deputado Pimenta destacou que a nova etapa da operação revelou a “intimidade do coração do governo Bolsonaro com o esquema do ‘BolsoMaster’”, apontando órgãos como o Banco Central, Fazenda, Casa Civil, Previdência, INSS e até o gabinete da Presidência como estruturas envolvidas na fraude.

Ele reforça a estratégia de vincular o escândalo ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Em entrevista publicada na semana passada, Edinho Silva afirmou que as operações consideradas fraudulentas foram autorizadas durante a gestão Bolsonaro e que foi o presidente (PT) quem determinou à Polícia Federal aprofundar as investigações.

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