Banco Central eleva projeções de inflação e Selic para 2026 e 2027

Analistas revisaram suas projeções para a inflação no Brasil para o corrente ano, elevando as expectativas em uma nova pesquisa divulgada pelo Banco Central. A análise, realizada pela Focus, indica um cenário inflacionário mais elevado do que o inicialmente previsto, com a Selic projetada em 13% ao ano no final de 2026 e 11,0% no ano seguinte.
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Essas estimativas surgem após o Banco Central ter adotado uma postura cautelosa em sua última reunião, após um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora está em 14,50% ao ano.
Cautela e Ajustes na Política Monetária
O Banco Central ressaltou a necessidade de incorporar novos dados econômicos antes de definir a política monetária futura, mencionando a possibilidade de ajustar o ritmo e a extensão do ciclo de “calibração” da taxa Selic. A autoridade monetária também destacou o distanciamento da inflação corrente da meta estabelecida, reforçando a importância de uma abordagem prudente diante do cenário econômico.
A expectativa é que o mercado continue acompanhando de perto as decisões do Banco Central, buscando sinais de uma eventual mudança na política monetária.
Projeções para o IPCA e PIB
Na pesquisa Focus, os especialistas continuam projetando uma alta persistente do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com uma expectativa de 4,89% para 2026, oitava semana consecutiva de alta, e 4,0% para 2027. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para este ano permanece em 1,85%, enquanto a projeção para 2027 foi revisada para baixo, atingindo 1,75%, uma diminuição em relação à estimativa anterior de 1,80%.
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Essas projeções refletem a incerteza do cenário econômico global e os desafios enfrentados pela economia brasileira.
Outras Projeções do Mercado
O levantamento da pesquisa semanal do Banco Central, que envolve cerca de 100 instituições financeiras, também apresentou outras projeções relevantes para a economia brasileira. A expectativa para a taxa de câmbio do dólar em relação ao real é de 5,25, com uma leve alta projetada para 2027 (5,35).
Além disso, as projeções indicam um aumento nos preços administrados (4,98% em 2026 e 3,80% em 2027), um déficit na conta corrente em US$ 61,20 bilhões em 2026 e 62,00 bilhões em 2027, um superávit na balança comercial em US$ 75,00 bilhões, um IDP (Investimento Direto) de US$ 75,00 bilhões e um aumento da dívida líquida pública para 69,90% do PIB em 2026 e 73,35% em 2027.
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