Banco Central e Criptoativos: Novo Debate Sobre IOF e Regulação Global

Banco Central e criptoativos: avanços e desafios no Brasil! Regulamentação ganha força globalmente. Debate sobre IOF em stablecoins liderado por Nagel Lisâneas

18/05/2026 17:05

2 min

Banco Central e Criptoativos: Novo Debate Sobre IOF e Regulação Global
(Imagem de reprodução da internet).

Regulação dos Criptoativos: Avanços e Desafios no Brasil e no Mundo

A regulamentação do mercado de criptoativos está ganhando força globalmente, com o Brasil e os Estados Unidos na vanguarda. Nos EUA, a aprovação do “Clarity Act” pela Comissão Bancária do Senado representa um marco importante, refletindo o crescente interesse e potencial da nova classe de ativos e da tecnologia blockchain para a infraestrutura financeira. Órgãos reguladores buscam equilibrar a promoção da inovação com a garantia da segurança e proteção dos usuários, um desafio complexo e em constante evolução.

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Diálogo Regulatório e Necessidade de Legislação

O Banco Central do Brasil, liderado por Nagel Lisâneas Paulino, desempenha um papel crucial nesse processo. Apesar dos avanços significativos nos últimos anos, Paulino ressaltou a necessidade de aprimoramento da regulação brasileira, enfatizando a importância do diálogo entre o regulador e as instituições supervisionadas.

A lentidão do Congresso Nacional, segundo ele, dificulta o avanço da regulamentação, levando o Banco Central a acompanhar o ritmo do mercado. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) já trilhou um caminho, mas ainda falta uma lei principiológica que defina os limites da regulamentação.

Stablecoins e o Debate sobre IOF

O debate sobre as stablecoins, criptomoedas atreladas a ativos como o dólar, ganhou destaque em 2025. Essas moedas digitais, com sua facilidade e rapidez no mercado de câmbio, também geraram discussões sobre a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre suas transações.

Nagel Lisâneas Paulino esclareceu que a emissão de stablecoins não foi explicitamente tratada na legislação de 2022, que se baseava em recomendações do Gafi (Grupo de Peritos Assessor sobre Finanças Internacionais). A abordagem cautelosa se deve à percepção de que as stablecoins poderiam ser mais instrumentos de pagamento do que de investimento.

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Contribuições do Painel de Discussão

O painel de discussão, realizado na São Paulo Innovation Week, contou com a participação de especialistas como Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, Antônio Neto, head Latam da Solana Foundation, e a jornalista Mariana Maria Silva da EXAME.

As contribuições desses profissionais reforçaram a importância do diálogo entre reguladores e instituições financeiras, destacando a necessidade de uma evolução contínua da matéria regulatória.

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