Banco Central desativa Drex após 4 anos e pede fim da plataforma

Banco Central Desliga Plataforma Drex Após Quatro Anos de Desenvolvimento
Após um período de quatro anos, o Banco Central (BC) decidiu encerrar a plataforma Drex. A iniciativa, que visava ser a base para as finanças digitais no Brasil, incluindo uma moeda digital de banco central (CBDC), foi desativada. A comunicação oficial ocorreu na terça-feira, 4, durante uma reunião entre a área de Tecnologia da Informação do BC e representantes dos consórcios envolvidos nos últimos testes do projeto.
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A reunião contou com a presença de técnicos e auditores da instituição, incluindo Clarissa Souza, responsável pela área técnica. A área de negócios, tradicionalmente presente nas discussões do projeto, não participou do encontro. A decisão impacta um aspecto crucial do futuro da iniciativa.
O EXAME buscou a assessoria do Banco Central para obter um posicionamento, porém, até o momento da publicação, não obteve resposta.
Incertezas Tecnológicas e Decisão de Mercado
O Banco Central não definiu se a nova infraestrutura será construída utilizando blockchain ou não. A estratégia atual é priorizar a identificação dos casos de uso antes de selecionar a tecnologia adequada. Em agosto deste ano, a autarquia já havia anunciado a descontinuação do projeto, alegando que a infraestrutura baseada na Hyperledger Besu, uma rede DLT, não atendia aos requisitos de privacidade e segurança necessários para operações financeiras em larga escala.
Marcos Sarres, CEO da GoLedger, ressaltou que a solução escolhida pelo BC não cumpria os requisitos do Drex, mas que outras alternativas mais adequadas estavam disponíveis no mercado.
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Próximos Passos e Adaptação do Mercado
A nova fase do projeto prevê a criação de um ambiente interoperável para ativos tokenizados, com a moeda de liquidação das transações sendo emitida pelo Banco Central. Informações do Valor Econômico indicam que a decisão de desligamento respondeu a um pedido do mercado, devido aos custos associados à manutenção da plataforma.
As empresas envolvidas no piloto tiveram que se adaptar à mudança, especialmente aquelas que atuam diretamente na área de blockchain e tokenização, que foram pegas de surpresa pelo anúncio. Apesar disso, a maioria das empresas acredita na evolução do mercado de tokenização no Brasil.
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