Banco Central Aponta Falhas e Crise no Banco Master em Detalhes Explosivos

Banco Central Revela Detalhes da Crise do Banco Master
Em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, detalhou os eventos que levaram à crise do Banco Master, em meio à gestão do banqueiro Daniel Vorcaro. A situação chamou a atenção do BC devido a uma série de ações consideradas suspeitas, especialmente a criação de novas carteiras de investimentos em um momento de fragilidade financeira da instituição.
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Galípolo explicou que a principal preocupação do Banco Central foi a lógica da liquidez bancária. “Se um banco enfrenta dificuldades para ter dinheiro disponível para pagar suas obrigações, a solução não é criar novas carteiras, mas sim vendê-las.
A tentativa de criar carteiras novas, em meio à crise, foi o que imediatamente chamou a atenção do BC”, afirmou. A investigação aponta que o banco, em novembro de 2024, iniciou um processo de captar recursos no mercado, utilizando garantias do Fundo de Garantia de Créditos (FGC), mas logo enfrentou restrições nesse acesso.
Vendas de Carteiras e Investigações
O Banco Master então buscou captar recursos de fundos de investimento, sem sucesso, intensificando a venda de carteiras de investimentos, principalmente para o Banco Regional de Brasília (BRB). Essa venda é alvo de investigação da Polícia Federal, que suspeita de fraudes envolvendo cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos.
O BRB, por sua vez, tentou adquirir o Banco Master, mas a operação foi negada pelo Banco Central.
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Em determinado momento, o Banco Master propôs uma solução envolvendo supostos investidores árabes, que nunca foram identificados por Galípolo. Após a rejeição da compra pelo BRB, o banco apresentou um segundo pedido ao FGC e ao Banco Central, buscando uma saída organizada do mercado, reconhecendo a inviabilidade da instituição.
Essa situação gerou questionamentos sobre a gestão do banco e a forma como os recursos estavam sendo utilizados.
Liquidação Extrajudicial e Risco Sistêmico
A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em 18 de novembro de 2025, após a compra da instituição pelo BRB ter sido negada. Antes disso, o BC criou um grupo específico para analisar as carteiras de investimentos do banco, que apresentavam problemas de liquidez.
Galípolo ressaltou que a liquidação do Banco Master não representou risco sistêmico para o mercado financeiro, considerando a pequena participação do banco no sistema bancário.
O presidente do Banco Central enfatizou que a liquidação do banco não é uma punição aos gestores, mas sim uma medida para proteger os correntistas da instituição. “Punir uma instituição que foi vítima de maus gestores é um equívoco. É dobrar a punição em quem é vítima, que são, inclusive, os correntistas daquela instituição”, concluiu Galípolo.
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