Bad Bunny Inspira Exposição Inusitada com Cadeiras de Plástico no Chicago

Cadeiras de Bad Bunny: Uma Exposição que Celebra a Cultura e a Devocção
Em um museu, a regra é clara: não se sente nas obras de arte. Mas no Museu de Arte Contemporânea de Chicago, essa norma foi quebrada de forma criativa e inesperada. Uma exposição, intitulada “Dancing the Revolution: From Dancehall to Reggaetón”, apresenta uma instalação peculiar: três cadeiras de plástico estofadas com o rosto da superestrela porto-riquenha Bad Bunny, esperando para que os visitantes descansem entre as músicas de karaokê.
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A artista Edra Soto, conhecida por transformar objetos do seu cotidiano em obras de arte, criou essa instalação com cadeiras de plástico que evocam a vida na pequena ilha. A exposição, que celebra a história visual e o poder político da música e da dança caribenhas, surgiu após protestos em massa contra a corrupção governamental em Porto Rico, nos quais Bad Bunny se tornou uma figura central.
A Visão da Artista e a Influência de Bad Bunny
Edra Soto, que trabalha com objetos de sua infância e elementos do design e da arquitetura do cotidiano encontrados em Porto Rico, busca criar espaços contemplativos. Ela sempre pensa em seus objetos “de uma forma que vai além de sua função atribuída”.
A série de cadeiras, apelidadas de “BB chairs”, produzidas ao longo do último ano e meio, talvez represente um tipo diferente de devoção, à medida que o alcance de Bad Bunny atingiu níveis impressionantes de fama.
O álbum de 2022 de Bad Bunny, “Un Verano Sin Ti”, é o disco mais reproduzido nos últimos 20 anos no Spotify, e a exposição celebra essa conquista. A curadora Carla Acevedo-Yates explicou que a forma inteligente e significativa com que Bad Bunny se comunica com os porto-riquenhos, como em sua participação em um telejornal local, inspirou a artista.
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A Inspiração por Trás das Cadeiras
As cadeiras, revestidas com tecidos estampados com o cantor usando óculos escuros e cortes de cabelo raspados, são uma referência bem-humorada tanto à cadeira plástica branca onipresente na ilha quanto à profunda conexão do artista com sua terra natal.
Soto se inspirou no próprio negócio de móveis de seu marido, mas com a percepção de que seus materiais seriam diferentes.
Inicialmente, ela duvidou da ideia, mas a popularidade do álbum de Bad Bunny a convenceu. A capa do álbum apresentava duas cadeiras brancas vazias de jardim, um símbolo evocativo de lar e pertencimento em Porto Rico, e elas também tinham significado para a prática artística de Soto.
Ela estampar o rosto da maior estrela de Porto Rico nas cadeiras, dada a abundância de produtos com sua imagem.
Um Legado Inesperado
Soto começou a revestir as cadeiras com toalhas vibrantes estampadas com tigres e selvas exuberantes, que foram exibidas em mostras e comentadas por publicações de arte. As cadeiras foram inspiradas no próprio negócio de móveis de seu marido, mas com a percepção de que seus materiais seriam diferentes. “Os móveis com os quais cresci eram de vime e plástico”, explicou. “Perguntei a mim mesma como seria minha cadeira se eu estivesse fazendo uma cadeira.”
Ela disse que não conseguia se relacionar com materiais sofisticados e começou a pensar sobre a fantasia do luxo tanto na prática do estofamento quanto nas imagens coloridas — ainda que culturalmente imprecisas — associadas aos trópicos. Não era algo tão óvio assim, então, ela decidiu, estampar o rosto da maior estrela de Porto Rico nas cadeiras.
Afinal, elas rapidamente se tornaram centrais para a própria iconografia visual do cantor e representativas dos produtos kitsch que celebridades inspiram quando o fandom se torna fervoroso.
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