Bactéria da Peste de Justiniano Identificada em Descoberta Histórica em Jerash

Novas Descobertas Revelam Detalhes da Peste de Justiniano
A história da humanidade é frequentemente marcada por eventos trágicos, e as pandemias, em particular, deixaram marcas profundas. O estudo de casos passados, como a Peste de Justiniano, que assolou o Império Bizantino entre os séculos VI e VII, oferece insights valiosos para compreender a resposta do corpo humano a situações extremas e os impactos sociais dessas crises.
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Pesquisas recentes, conduzidas por universidades americanas, lançaram nova luz sobre essa pandemia devastadora.
Descobertas em Jerash
Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida e da Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos, analisou uma antiga vala comum encontrada em Jerash, na Jordânia. A descoberta, parte de um estudo abrangente, forneceu evidências cruciais sobre a Peste de Justiniano, que ceifou a vida de entre 25 e 100 milhões de pessoas.
A vala, repleta de restos mortais de centenas de indivíduos, não apenas revelou informações sobre a doença, mas também ofereceu pistas sobre os rituais e práticas que surgiram em resposta à tragédia.
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Impacto Humano e Mudanças Sociais
Os cientistas observaram que a pandemia levou a uma mudança significativa nas práticas funerárias, com a transição para enterros coletivos em valas comuns, uma medida imposta pela urgência da propagação da doença. Essa alteração na dinâmica social ecoa, em certa medida, a pandemia de Covid-19, que também forçou a modificação de rituais e costumes devido ao risco de contágio e ao alto número de mortes.
A pesquisa destacou a importância de ir além da identificação do patógeno e focar no impacto humano da pandemia.
Identificação da Bactéria Causal
No final de 2025, a equipe de pesquisa conseguiu determinar a bactéria responsável pela Peste de Justiniano: a Yersinia pestis. A identificação da bactéria, confirmada através da análise de dentes humanos encontrados em câmaras funerárias no antigo hipódromo romano de Jerash, perto de Pelúsio, no Egito, solidificou o reconhecimento da Peste de Justiniano como a primeira pandemia global. A análise dos dentes, que se encontravam em um cemitério improvisado na arena, revelou a presença da bactéria em uma área que antes era utilizada para entretenimento.
Disseminação da Peste
Os resultados da pesquisa indicaram que a Yersinia pestis se espalhou por grandes cidades e centros urbanos da época, com vestígios da bactéria encontrados a milhares de quilômetros de distância, em pequenas aldeias da Europa Ocidental. Essa descoberta reforça a natureza global da pandemia e seu impacto em diversas regiões.
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