Atlas da Violência 2024: Brasil Surpreende com Queda, Mas Desafios Persistem

Novo Atlas da Violência: Brasil registra queda histórica em assassinatos, mas desafios persistem em 2024. Quais os estados mais perigosos?

27/05/2026 22:01

2 min

Atlas da Violência 2024: Brasil Surpreende com Queda, Mas Desafios Persistem
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Atlas da Violência Revela Tendências e Desafios para 2024

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgaram nesta terça-feira (26) o Atlas da Violência referente ao ano de 2024. O levantamento apresenta um panorama da criminalidade no Brasil, destacando tanto a redução da violência em algumas regiões quanto a persistência de altos índices em outros estados.

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Os dados oficiais indicam que o país registrou 42.590 assassinatos no ano, um número que representa o menor patamar da série histórica iniciada em 1998.

Estados com Maiores Taxas de Homicídio em 2024

O estudo identifica o Amapá (45,7%), a Bahia (40,9%), Pernambuco (37,3%), Alagoas (35,9%) e Ceará (34,3%) como os estados com as maiores taxas de homicídios no Brasil. Em contraste, estados como São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%) apresentaram os menores índices de violência por habitantes.

Redução da Violência e Novas Desafios

Apesar da queda de 7,4% nos homicídios em comparação com 2023, o Atlas da Violência aponta para um cenário complexo. Houve melhorias significativas em estados como o Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%), com uma redução expressiva de 772 mortes no Rio de Janeiro.

No entanto, o coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, ressalta que a sensação de insegurança continua alta e que as desigualdades sociais afetam desproporcionalmente grupos minoritários.

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Dificuldades na Contagem de Mortes e Foco na Juventude

Cerqueira também destaca a piora na qualidade dos dados oficiais, com um aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses casos fossem corretamente classificados, a redução real da violência no país seria menor, em 0,4%.

O relatório revela que jovens são os mais vulneráveis à violência, representando 46,5% das vítimas no Brasil. Considerando os crimes não solucionados, a estimativa para essa faixa etária é de 46,1 homicídios para cada 100 mil jovens.

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