Ativistas Denunciam Tortura e Maus-Tratos em Prisão Israelense: Revelações Chocantes!

Ativistas alertam: Tortura e maus-tratos em prisão israelense! Thiago de Ávila denuncia agressões e falta de cuidados médicos em Shikma, Ashkelon. Saiba mais!

02/05/2026 16:09

3 min

Ativistas Denunciam Tortura e Maus-Tratos em Prisão Israelense: Revelações Chocantes!
(Imagem de reprodução da internet).

Ativistas Denunciam Tortura e Maus-Tratos em Prisão Israelense

Ativistas relataram, neste sábado, preocupações crescentes sobre as condições de detenção de dois ativistas – um espanhol e um brasileiro – mantidos sob custódia pelas autoridades israelenses. Ambos estão atualmente na prisão de Shikma, localizada em Ashkelon, ao norte da Faixa de Gaza, após terem sido capturados em águas próximas a Creta (Grécia) na semana anterior.

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A Flotilha Global Sumud divulgou um comunicado detalhando as denúncias de Thiago de Ávila, o ativista brasileiro, que afirma ter sofrido tortura, agressões físicas e maus-tratos durante sua custódia. A embaixada brasileira observou marcas visíveis em seu rosto durante uma visita supervisionada, com uma barreira de vidro impedindo a comunicação livre.

De Ávila também relatou dores intensas, particularmente no ombro, e expressou preocupação com a falta de cuidados médicos adequados, apesar de ter sido examinado por um médico.

Paralelamente, advogados do Centro pelos Direitos da Minoria Árabe em Israel, Adalah, tiveram a oportunidade de visitar Saif Abukeshek, um ativista de origem palestina-suíça, e De Ávila. Abukeshek relatou estar amarrado e com os olhos vendados, obrigado a permanecer deitado no chão desde sua captura até a manhã do dia, o que resultou em hematomas no rosto e nas mãos.

Ao chegar à prisão, foi informado de que seria interrogado pelo serviço de segurança israelense, o Shin Bet, sob a acusação de “pertencimento a uma organização terrorista”.

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A Adalah também documentou a restrição de movimentos e as dores intensas que De Ávila sentiu em uma das mãos, além de sua permanência amarrado e com os olhos vendados por dois dias, até ser entregue às autoridades penitenciárias israelenses.

Ele agora se encontra em uma cela sem janelas e já foi interrogado pelo Mossad, o serviço de inteligência israelense responsável pelo exterior, sob suspeita de “pertencimento a organização terrorista”. A Adalah solicitou informações sobre a acusação contra De Ávila, mas o pedido foi negado pelas autoridades israelenses.

Situação de Detenção e Reivindicações

A Flotilha Global Sumud enfatizou que a prisão de Ashkelon é conhecida por suas condições severas para prisioneiros palestinos e, mais recentemente, por ser utilizada para detentar civis sequestrados em Gaza durante a campanha militar israelense. A transferência de Ávila e Abukeshek para esta prisão representa uma escalada dramática, considerando os relatos confirmados de tortura sob custódia, a detenção arbitrária, a negação do devido processo legal e as violações da proibição absoluta de tortura previstas pelo direito internacional.

A organização expressou preocupação com a falta de informações sobre as acusações contra De Ávila e a ausência de esclarecimentos sobre os motivos de sua detenção. De Ávila manifestou a intenção de não sair da prisão a menos que Abukeshek também seja libertado.

A Flotilha Global Sumud ressaltou que testemunhas oculares confirmaram as torturas e graves abusos sofridos por Abukeshek antes de sua retirada forçada de sua embarcação, pelos militares israelenses.

Apelo Internacional e Exigências

A Flotilha Global Sumud solicitou aos governos da Espanha, Suécia e Brasil que adotem medidas diplomáticas imediatas para garantir a libertação de seus cidadãos e que os organismos internacionais intervenham urgentemente para condenar e recorrer das acusações infundadas que colocam em risco os civis detidos.

A organização exige que sejam responsabilizados por torturas, detenção ilegal e transferência forçada.

A Flotilha Global Sumud enfatizou que Saif e Thiago não são meras abstrações, mas sim seres humanos com direitos invioláveis, que têm direito à proteção, ao devido processo legal e à preservação de suas vidas e dignidade. Eles são pais, filhos e pilares da comunidade que aguardam seu retorno sãos e salvos, cujo sequestro representa uma grave violação das normas internacionais.

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