Ativistas da Flotilha para Gaza: Detenção de Brasileiro e Espanhol Prolongada em Israel

Ativistas da Flotilha para Gaza em prisão em Israel! Thiago Ávila e Saif Abu Keshek permanecem detidos até domingo. Críticas e exigências de Espanha e Brasil

05/05/2026 11:44

2 min

Ativistas da Flotilha para Gaza: Detenção de Brasileiro e Espanhol Prolongada em Israel
(Imagem de reprodução da internet).

Ativistas da Flotilha para Gaza Prolongam Prisão em Israel

Um tribunal israelense estendeu até o domingo (10) a detenção de Thiago Ávila, ativista brasileiro, e Saif Abu Keshek, ativista espanhol-palestino, ambos ligados à flotilha Global Sumud. A decisão foi tomada após a dupla ser presa na semana passada perto da costa da Grécia.

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A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela advogada Hadeel Abu Salih, representante da organização Adalah, que acompanha o caso.

Os ativistas compareceram, pela segunda vez, a uma audiência em Ashkelon, a cerca de 60 quilômetros de Tel Aviv. A chegada ocorreu com os pés algemados, conforme observado por um repórter da Agência France-Presse (AFP) presente no local. A situação levanta preocupações sobre as condições de detenção.

A próxima audiência está marcada para o domingo (10), após o tribunal conceder um adiamento de seis dias, conforme solicitado pela polícia. A advogada da Adalah criticou a decisão, alegando que ela representa uma continuidade de uma medida considerada ilegal e que está causando “tortura psicológica” aos ativistas.

A organização denuncia a pressão para criminalizar qualquer forma de apoio ao povo palestino e ao rompimento do bloqueio a Gaza.

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O governo espanhol expressou forte indignação com as prisões, classificando a ação como ilegal e inaceitável. O Ministério das Relações Exteriores ressaltou a ausência de provas que ligassem os ativistas ao Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza.

A Espanha e o Brasil exigiram a libertação imediata de Keshek e Ávila. A flotilha Global Sumud, inicialmente composta por cerca de 50 embarcações, tinha como objetivo desafiar o bloqueio israelense à Faixa de Gaza, onde o acesso à ajuda humanitária é severamente restrito.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que Ávila e Keshek possuem vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que é acusada de atuar em nome do Hamas.

A PCPA é acusada de operar de forma clandestina.

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