Ativista Narges Mohammadi em Estado Crítico: Crise Cardíaca e Preocupação Global

Ativista Iraniana Transferida para Hospital em Estado Crítico
A ativista iraniana Narges Mohammadi foi transferida da prisão para um hospital, após um agravamento preocupante de seu estado de saúde. A transferência ocorreu na sexta-feira, 25 de abril de 2026, e foi motivada por uma crise cardíaca grave que a ativista enfrentou.
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De acordo com informações divulgadas pela Fundação Narges Mohammadi, a ativista de 53 anos desmaiou duas vezes dentro da prisão de Zanjan, no noroeste do Irã. Os médicos da prisão determinaram que sua condição não podia ser tratada no local, apesar das insistentes recomendações de que ela recebesse atendimento especializado em Teerã.
Detalhes da Condição de Mohammadi
Narges Mohammadi relatou ter perdido a consciência duas vezes e sofrido uma crise cardíaca grave. Advogados que visitaram a ativista alguns dias após o incidente relataram que ela havia sofrido um ataque cardíaco no final de março. A ativista apresentava sinais de fraqueza, com aparência pálida e abaixo do peso, necessitando de assistência para se locomover.
Histórico de Problemas de Saúde e Detenções
A família de Mohammadi expressou preocupação com a deterioração de sua saúde na prisão, que, em parte, está relacionada a uma possível agressão sofrida em dezembro de 2025. Segundo relatos, vários homens a golpearam e a agrediram fisicamente, atingindo a cabeça, o pescoço e as costelas.
Narges Mohammadi já foi presa diversas vezes pelo governo iraniano, sempre devido à sua atuação em defesa dos direitos humanos e da liberdade das mulheres. A sequência mais recente de prisões começou em novembro de 2021, e em dezembro de 2024, recebeu uma licença médica temporária devido ao agravamento de seu estado de saúde, após anos de encarceramento.
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Prêmio Nobel da Paz
Narges Mohammadi recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2023 em reconhecimento à sua luta contra a opressão às mulheres no Irã. Ela foi presa em dezembro de 2025 durante uma cerimônia em Mashhad e, em fevereiro, foi condenada a mais de sete anos de prisão.
A sentença de Mohammadi inclui acusações de “reunião e conluio para cometer crimes” e “propaganda contra o governo iraniano”. O governo iraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
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