Apeosp convoca paralisação em São Paulo: o que os professores exigem em 2026?

Apeosp Convoca Paralisação de Professores em São Paulo por Reivindicações Salariais e Educacionais
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp) anunciou uma paralisação dos docentes para os dias quinta e sexta-feira, 9 e 10 de abril. A categoria está mobilizada em defesa de pautas cruciais para a melhoria das condições de trabalho e da valorização profissional.
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As principais reivindicações incluem o reajuste salarial alinhado ao piso nacional, além da busca por melhores condições de trabalho e mudanças significativas nas políticas educacionais vigentes no estado.
Pautas Centrais da Mobilização Docente
A pauta da mobilização é ampla e abrange diversos pontos críticos. Entre eles, destaca-se a exigência de retirada do Projeto de Lei (PL) 1316, que trata de uma Reforma Administrativa na área da Educação.
Outro ponto de grande preocupação é a revogação da Avaliação de Desempenho, que os professores consideram injusta e prejudicial à carreira. Além disso, há pedidos específicos de melhorias na oferta de ensino.
Demanda por Expansão do Ensino
Os educadores também pleiteiam a abertura de classes para o ensino regular e para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno. É fundamental, ainda, garantir a Educação Especial inclusiva, atendendo adequadamente às necessidades de alunos atípicos e com deficiência.
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Posicionamento da Liderança Sindical
Roberto Guido, presidente interino da Apeoesp, esclareceu que a paralisação é uma continuidade de um movimento iniciado em assembleia no dia 6. Ele enfatizou que a campanha salarial segue firme, incluindo a cobrança pela devolução do confisco sofrido pelos aposentados.
Guido criticou veementemente o PL 1316, classificando-o como mais um ataque ao setor educacional. Segundo ele, o projeto traz avaliações que podem punir os professores, inclusive com risco de remoção obrigatória.
Meta do PNE e Crítica ao Ensino Digital
A entidade também reforça a importância da implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE). Esta meta visa equiparar salarialmente os professores da educação básica a outros profissionais de nível superior.
Adicionalmente, o movimento questiona a crescente “plataformização do ensino”, termo usado para descrever a integração excessiva de plataformas de empresas privadas na rotina e no processo de aprendizagem em sala de aula.
Próximos Passos da Greve
Para definir os próximos passos da paralisação, está marcada uma assembleia para a sexta-feira, às 16h. O encontro ocorrerá no Vão Livre do MASP, localizado na Avenida Paulista.
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