ANEC Projeta Crescimento nas Exportações de Grãos em 2026 e Recorde Histórico

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) divulgou seu relatório mensal sobre as exportações de grãos nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026. Os dados apontam para um cenário promissor, embora com alguns desafios. A entidade projetou embarques de 14,1 milhões de toneladas de grãos em maio, um número que, apesar de significativo, representa uma queda em relação ao recorde de 16,1 milhões de toneladas registrado em abril.
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Colheita e Produção
A colheita da soja da safra 2025/2026 já atingiu 94,7% da área semeada, conforme informações da ANEC. Esse ritmo é um pouco mais lento do que o observado no mesmo período de 2025, quando a colheita havia avançado para 97,7%. A entidade espera que a colheita continue avançando nos próximos meses, impulsionando as exportações.
Em relação ao milho, a estimativa de embarques para maio foi de 188 mil toneladas, uma redução em comparação com as 268 mil toneladas enviadas em abril. O plantio da safrinha de milho também foi concluído no mês, com uma estimativa de 139,6 milhões de toneladas produzidas, segundo a Conab.
Esse volume é ligeiramente inferior ao registrado no ciclo anterior, que apontava para 141,2 milhões de toneladas.
Exportações e Projeções
O Brasil já exportou 43,2 milhões de toneladas de grãos nos primeiros quatro meses de 2026, um aumento em relação às 40,1 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A ANEC projeta que as exportações totais para 2026 cheguem a 110 milhões de toneladas, superando o recorde estabelecido no ano anterior.
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Reconhecimento Internacional e Biocombustível
A ANEC destacou o reconhecimento da Organização Marítima Internacional para o transporte marítimo, um marco importante para o setor. Além disso, a aprovação dos testes de descarbonização do setor naval, que representa entre 2% e 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, impulsiona a projeção do biocombustível brasileiro no mercado internacional de energia.
Esse desenvolvimento reforça a relevância estratégica do grão na matriz energética global.
Riscos Geopolíticos e Impacto nos Custos
As tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, continuam representando um risco significativo para o comércio marítimo global. As operações na região permanecem restritas e dependem de autorizações específicas, aumentando a incerteza operacional.
Essa situação tem pressionado os custos logísticos, elevando os fretes marítimos e os prêmios de seguro, impactando o custo da tonelada exportada para diversos mercados.
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