Âmbar, Eneva e Origem Energia: Nova Disputa no Mercado de Energia em 2026

Após a Âmbar Energia, controlada pelo grupo J&F dos irmãos Batista, ter se destacado no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026, a CNN identificou um novo movimento no mercado de energia: a entrada de outras empresas como Eneva e Origem Energia na disputa por projetos de capacidade.
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Essa situação demonstra o surgimento de um mercado secundário de ativos, onde projetos inicialmente contratados em leilões são agora negociados entre diferentes empresas. Esse cenário é impulsionado pela busca por novas estratégias de investimento no setor elétrico.
Projetos com Perspectivas de Reciclagem
A análise interna aponta que muitos dos projetos foram originalmente contratados com a intenção de serem posteriormente reciclados, especialmente aqueles de menor porte, com capacidades de 30 megawatts (MW) e 50 MW. Empresas que não possuem experiência prévia no setor térmico têm buscado adquirir esses projetos, visando uma forma de entrar no mercado.
Uma fonte do setor comentou que “muita gente ‘bidou’ para reciclar depois”, indicando a dinâmica competitiva nesse novo mercado.
Desafios e Novas Estratégias
A entrega dos projetos com previsão para 2028 é considerada um desafio significativo, devido à escassez global de equipamentos para termelétricas, como turbinas e componentes industriais. Nesse contexto, empresas menores, conhecidas como “developers”, estão buscando parcerias com grupos maiores ou explorando alternativas para levantar capital, utilizando o próprio valor do projeto para atrair investidores e financiamento.
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Essa abordagem visa viabilizar a implantação das usinas, considerando as dificuldades no acesso a recursos financeiros.
Redução de Riscos e Impacto no Mercado
A entrada de grandes grupos como Eneva, Origem e Âmbar no mercado secundário pode diminuir os riscos associados à não entrega das usinas. A avaliação é que essas empresas possuem maior capacidade técnica, operacional e financeira para concluir os empreendimentos, especialmente diante da escassez de equipamentos e das incertezas sobre o fornecimento de gás natural.
Essa movimentação cria um ambiente de negociação entre os participantes do leilão e grupos com maior poder financeiro.
Debates e Questionamentos sobre o Certame
O avanço do mercado secundário ocorre em um momento de intensos debates sobre o Leilão de LRCap de 2026, especialmente em relação aos incentivos econômicos criados pelo certame. O ministro Bruno Dantas, em um debate recente, utilizou a expressão “expressão utilizada” para se referir a empresas sem histórico comprovado de execução de projetos.
Além disso, o deputado Danilo Forte (PP-CE) apresentou um relatório da audiência pública, solicitando a suspensão do certame, levantando preocupações sobre o aumento acelerado dos preços-teto, distorções concorrenciais, baixa competição e o risco de impactos tarifários bilionários para os consumidores.
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