Amazônia em Risco: Aquecimento Global Pode Transformar Floresta em Savana

Alerta: Amazônia pode virar savana! Novo estudo aponta risco de degradação em 2/3 da floresta com aquecimento global. Ameaça iminente com desmatamento e

06/05/2026 22:32

3 min

Amazônia em Risco: Aquecimento Global Pode Transformar Floresta em Savana
(Imagem de reprodução da internet).

Alerta: Amazônia Pode Transformar-se em Savana com Aquecimento Global

Um estudo recente do Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam (PIK) lança um alerta preocupante sobre o futuro da Floresta Amazônica. As projeções indicam que, com um aumento do aquecimento global entre 1,5°C e 1,9°C, cerca de dois terços da área da floresta podem se tornar degradados, transformando-se em ecossistemas semelhantes à savana.

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Essa mudança drástica pode ocorrer se o desmatamento atingir entre 22% e 28% do território amazônico.

Entendendo a Conexão entre Desmatamento e Clima

A pesquisa, publicada na revista Nature, demonstra como o desmatamento e o aquecimento global atuam em conjunto. A análise combina projeções climáticas, modelagem hidrológica e o estudo do transporte de umidade atmosférica. A equipe de pesquisa, liderada por Arie Staal da Universidade de Utrecht, destaca que o avanço do desmatamento compromete a capacidade da floresta de resistir às mudanças climáticas, antecipando eventos de seca.

Segundo o estudo, o desmatamento atual já alcança cerca de 17% a 18% da Amazônia. Se essa taxa permanecer, a transformação em savana só ocorreria com um aquecimento global entre 3,7°C e 4°C. A pesquisa ressalta que o desmatamento não apenas reduz a área florestal, mas também afeta o funcionamento da própria Amazônia, secando a atmosfera e enfraquecendo a capacidade da floresta de gerar sua própria chuva.

Impactos Regionais e Necessidade de Ação Urgente

O cientista Nico Wunderling do PIK, autor principal do trabalho, enfatiza que o desmatamento pode desencadear efeitos negativos em grandes áreas do bioma. A degradação florestal está associada ao enfraquecimento da umidade, aumentando o estresse hídrico e tornando outras regiões mais vulneráveis, inclusive em diferentes partes do Brasil.

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Carlos Nobre, professor da Cátedra Clima e Sustentabilidade da USP, alerta que a situação exige medidas urgentes, como o desmatamento zero, a degradação zero, a eliminação de incêndios provocados pelo homem até 2030 e a restauração florestal em larga escala, especialmente na região sul da Amazônia.

Nobre destaca que a região sul da Amazônia apresenta os maiores índices de desmatamento e uma estação seca que está 4 a 5 semanas mais longa nos últimos 40-45 anos e até 20% mais seca. O diagnóstico reforça que a degradação florestal está associada ao enfraquecimento da umidade, aumentando o estresse hídrico e tornando outras regiões mais vulneráveis.

Apesar do cenário de alerta, os pesquisadores afirmam que ainda é possível evitar os impactos mais severos. Entre as medidas apontadas estão o fim do desmatamento, a restauração ecológica e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

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