Amazônia em crise: Aumento de até 23% na conta de luz impacta 1 milhão de imóveis

Contas de luz no Amazonas podem disparar! Nova nota técnica da Aneel aponta aumento de até 23% em maio de 2026. Icms-ST e a Amazonas Energia lideram reajuste.

18/05/2026 11:50

2 min

Amazônia em crise: Aumento de até 23% na conta de luz impacta 1 milhão de imóveis
(Imagem de reprodução da internet).

Uma nova nota técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) lança luz sobre um possível aumento significativo nas contas de luz para mais de um milhão de imóveis no Amazonas. A partir de maio de 2026, a projeção indica um aumento médio de mais de 23% nas tarifas, impulsionado por mudanças na cobrança do ICMS sobre a energia elétrica e outros encargos do setor.

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A análise detalhada da situação foi divulgada em resposta a uma proposta da STR (Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica) da Aneel, documento número 69/2026.

ICMS-ST e a Amazonas Energia

O principal motor desse aumento é o ICMS-ST, que representa a maior parte da pressão tarifária sobre a Amazonas Energia, a distribuidora controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. A nota técnica aponta que a forma como o ICMS-ST está sendo aplicado tem sido um fator crucial no reajuste das tarifas.

Os consumidores ligados em alta tensão podem enfrentar um aumento médio de 22,9%, enquanto os consumidores residenciais, que representam a maioria, podem ter um reajuste de 23,26%.

Componentes do Reajuste

A Aneel identificou que o crescimento dos custos financeiros é o principal responsável pelo aumento, representando 18,57 pontos percentuais do efeito total. Dentro desses custos, a cobertura futura do ICMS-ST sobre a compra de energia elétrica foi o fator mais impactante, adicionando 11,9 pontos percentuais.

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Além disso, um déficit de cobertura de ICMS referente a 2025, estimado em R$ 95 milhões, contribuiu com mais 2,16 pontos percentuais.

Outros Fatores de Pressão

A valorização média dos contratos de energia, o encarecimento do ACR (Ambiente de Contratação Regulada) e a substituição de contratos mais baratos por energia adquirida em leilões mais caros também exerceram pressão sobre as tarifas. Os encargos setoriais, que incluem a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), registraram um aumento de 13,6% e adicionaram 2,45 pontos percentuais ao reajuste, com a CDE respondendo por 2,81 pontos percentuais desse aumento.

Solicitação da Âmbar Energia

Diante dessa situação, a Âmbar Energia Amazonas solicitou à Aneel a antecipação de R$ 735 milhões de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP) para tentar mitigar o impacto tarifário sobre os consumidores do estado. A decisão final sobre o reajuste cabe à diretoria colegiada da Aneel.

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