Aluguel dispara no Brasil: veja como o perfil de moradia mudou desde 2016!

Perfil habitacional muda drasticamente! Aluguel cresceu 54,1% desde 2016, segundo IBGE. Saiba como sua moradia está mudando no Brasil!

17/04/2026 16:19

3 min

Aluguel dispara no Brasil: veja como o perfil de moradia mudou desde 2016!
(Imagem de reprodução da internet).

Perfil Habitacional Brasileiro Muda: Aluguel Cresce Significativamente Segundo IBGE

O número de brasileiros que residem em imóveis alugados aumentou impressionantes 54,1% desde 2016, conforme revelaram dados da Pnad Contínua, divulgados nesta sexta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este avanço sinaliza uma transformação notável no perfil de moradia do país, com o aluguel se consolidando como uma forma de habitação cada vez mais presente.

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Em 2016, apenas 12,2 milhões de lares no Brasil eram alugados. Em 2025, esse valor saltou para 18,9 milhões de domicílios. Segundo o analista William Kratochwill, esse montante representa quase um quarto de todas as residências do país.

Outras Modalidades de Moradia e Tendências Demográficas

Outras categorias de moradia também apresentaram elevação. Os domicílios próprios ainda em fase de pagamento cresceram 31,2%, enquanto aqueles já quitados registraram um aumento de 7,2%, segundo o levantamento realizado. A casa própria permanece sendo o modelo de moradia predominante, com 60,2%, mas o número mostra uma tendência de queda, diminuindo 6,6 pontos percentuais em quase dez anos.

Aumento da População que Mora Sozinho

Um fenômeno crescente é o aumento do número de moradores por residência. Viver sozinho tornou-se mais comum entre os brasileiros. Em quase dez anos, a porcentagem de lares com um único morador subiu de 12,2% para 19,7%, o que corresponde a cerca de 8 milhões de domicílios adicionais.

Os homens são os principais grupos nessa estatística, representando 54,9% dos brasileiros nessa condição. Há diferenças notáveis no perfil etário: mais da metade dos homens analisados tinham entre 30 e 59 anos, enquanto o mesmo percentual de mulheres viviam com mais de 60 anos, um reflexo possível de mães solo com filhos que saíram de casa.

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Desigualdades Persistentes no Acesso a Serviços Básicos

Os dados do IBGE também apontam mudanças nas condições de vida dos domicílios brasileiros, mas evidenciam desigualdades que persistem. Em 2025, 86,1% das residências tinham acesso ao abastecimento de água. Apesar do número expressivo, a distribuição desse acesso varia muito entre as regiões do Brasil.

Variações Regionais e Urbanas vs. Rurais

No Norte, o índice de acesso à água é de apenas 60,9% dos domicílios. Em contraste, o Sudeste manteve o índice em nove anos, atingindo 92,4% da população. Outra disparidade aparece entre áreas urbanas e rurais. Nas cidades, o acesso à água é de 93,1%, enquanto em zonas rurais, o percentual não ultrapassa 31,7%.

Essa disparidade se repete no acesso à rede de esgoto. Em 2025, 79,3% das residências urbanas estavam conectadas, mas em áreas rurais, esse número cai drasticamente para 8,9%. O Sudeste lidera com 90,7% de conexão de esgoto, enquanto o Norte registra apenas 30,6%.

Melhorias e Desafios no Descarte de Resíduos

A coleta de lixo com destino adequado melhorou de 2016 para 2025, alcançando 86,9% dos endereços, mesmo em regiões com menor infraestrutura de saneamento. O Nordeste foi a região com o menor índice, atingindo 79,3%. Houve uma redução na prática de queimar lixo em propriedades no Norte e no Nordeste.

Em 2016, o Norte apresentava 18,6% de queima de lixo, caindo para 14,5% em 2025. No Nordeste, o índice caiu de 17,2% para 13%. Contudo, o estudo aponta que as áreas rurais continuam sendo o local onde a queima de lixo ocorre com maior frequência, chegando a 50,2% no ano passado.

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