Alerta: Aumento de Preços em Medicamentos Hospitalares no Brasil!
Alerta! Preços de remédios em hospitais sobem e ameaçam o sistema de saúde. Saiba mais!
Preços de Medicamentos Hospitalares Registram Leve Aumento no Brasil
Os preços de medicamentos negociados entre fornecedores e hospitais no Brasil apresentaram uma alta de 0,12% em fevereiro, segundo um levantamento conjunto da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e da Bionexo. Essa variação marca o fim de uma sequência de nove meses consecutivos de queda no setor.
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O Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) indica que, apesar do retorno positivo em fevereiro, o cenário de acomodação de preços hospitalares em 12 meses ainda se mantém, influenciado principalmente pelas flutuações da taxa de câmbio.
Segundo Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe, o resultado de fevereiro representa um ponto de inflexão, mas não altera a dinâmica de preços no longo prazo. “A apuração de fevereiro marcou o retorno do IPM-H ao campo positivo, com uma variação muito próxima à média histórica para o mês.
O resultado interrompe nove meses de queda, mas ainda não altera o quadro de acomodação dos preços de medicamentos hospitalares em 12 meses”, explica.
A reversão do cenário ocorre em um momento de instabilidade global, com pressões sobre as cadeias de suprimentos farmacêuticos. O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz geram incertezas no abastecimento de matérias-primas, já que grande parte da indústria farmoquímica da Índia e da China, principais fornecedores do Brasil, depende do petróleo transportado pela região.
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Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos), ressalta que o Oriente Médio representa cerca de 3,11% das exportações brasileiras de dispositivos médicos. “Qualquer instabilidade prolongada na região pode gerar impactos indiretos sobre o comércio internacional, fretes e a disponibilidade de insumos”, afirma.
Fernanda de Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, comenta que “Pode haver algum impacto em termos de custo de produção e de custos logísticos, mas, por enquanto, não temos um alerta de que vai faltar medicamento”.
Solange Plebani, CEO da Bionexo, destaca que o principal efeito no curto prazo não é a falta de produtos, mas a perda de previsibilidade na cadeia. Hospitais e distribuidores já relatam maior pressão nas renegociações e na inclusão de custos adicionais nos contratos.
Os itens mais sensíveis são medicamentos de alto volume e uso contínuo, como antibióticos, analgésicos e insumos de UTI, cuja produção depende fortemente de cadeias globais. Herbert Cepêra, diretor executivo da Bionexo, enfatiza que o monitoramento sistemático do índice permite antecipar movimentos antes que se tornem mais amplos no mercado. “Em um mercado fortemente influenciado por fatores como câmbio e cadeias globais de produção, ter visibilidade sobre essas oscilações é fundamental para apoiar decisões de compra mais eficientes por parte dos hospitais”, conclui.
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