Alckmin e Lula falam sobre agentes EUA no Brasil: o que esperar da cooperação?

Brasil e EUA: Debate sobre a Permanência de Agentes Norte-Americanos
Em resposta a questionamentos sobre uma possível expulsão de agentes norte-americanos que trabalham no Brasil, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira, dia 21, que o país sempre opera sob o princípio da reciprocidade.
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A fala de Alckmin fez alusão ao pedido feito pelo governo dos Estados Unidos, que pedia a remoção de um ex-diretor da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência. Contudo, ele ressaltou a necessidade de cautela, afirmando que o Brasil deve aguardar antes de tomar qualquer atitude.
Posicionamentos Políticos sobre a Cooperação Bilateral
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou sobre a possibilidade de tomar medidas contra policiais estadunidenses no Brasil, caso o governo americano fosse considerado abusivo em relação ao pedido de remoção.
“Se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa”, declarou o presidente antes de deixar Hannover, na Alemanha, com destino a Lisboa, última parada de sua viagem pela Europa.
A Visão do Ministério das Relações Exteriores
Na Alemanha, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se posicionou, alegando que o pedido americano carece de fundamento. Segundo ele, o delegado brasileiro em questão estava trabalhando em colaboração com autoridades americanas.
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A presença de delegados da Polícia Federal nos Estados Unidos e de agentes norte-americanos atuando no Brasil é resultado de um memorando de entendimento assinado entre as duas nações, visando garantir a cooperação policial mútua.
O Incidente e a Reação do Governo Brasileiro
No entanto, na segunda-feira, dia 20, o Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo dos Estados Unidos divulgou uma mensagem em suas redes sociais. Nela, foi feito um pedido referente ao delegado da PF Marcelo Ivo.
A comunicação americana alegou que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”.
Segundo apurou a CNN, essa medida pegou o governo brasileiro de surpresa, levando o país a considerar imediatamente as possibilidades de uma reação ao ocorrido.
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