Água em Risco: Contaminação de Aquíferos na Região Metropolitana de SP Alerta Científicos

Riscos de contaminação em aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo alarmam! Estudo aponta fragilidade no monitoramento e ameaças à qualidade da água

09/05/2026 06:23

2 min

Água em Risco: Contaminação de Aquíferos na Região Metropolitana de SP Alerta Científicos
(Imagem de reprodução da internet).

Riscos de Contaminação em Aquíferos da Região Metropolitana de São Paulo

Com cerca de 22 milhões de habitantes, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresenta um consumo de água notável, atingindo em média 61,6 metros cúbicos por segundo. A maior parte desse abastecimento provém de mananciais superficiais, mas uma parcela significativa, estimada em 18%, depende de aquíferos, utilizando 14.000 poços privados. Essa dependência, no entanto, levanta preocupações sobre a qualidade da água subterrânea, conforme apontado em um estudo recente publicado na revista científica Environmental Earth Sciences, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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O trabalho, assinado por Daphne Silva Pino e colaboradores, examina a situação da RMSP, destacando os riscos associados ao uso de aquíferos em áreas industriais antigas ou em processo de reurbanização, onde o monitoramento ainda é fragmentado. A pesquisa revela que dois terços dos poços não estão formalmente cadastrados, muitos perfurados em antigas zonas industriais, agora desindustrializadas e em fase de reconversão imobiliária.

Essa irregularidade agrava o problema, considerando a contaminação dessas áreas por resíduos industriais, principalmente solventes clorados utilizados na limpeza de máquinas.

Problemas de Contaminação e Impactos na Água Subterrânea

A contaminação por solventes clorados, como o percloroetileno e o tricloroetileno, representa um risco significativo para o consumo de águas subterrâneas. Essas substâncias, amplamente utilizadas na limpeza de peças metálicas, são altamente tóxicas.

Apesar de o uso ter diminuído, ainda persistem em ambientes industriais, conforme ressalta Daphne Silva Pino, pós-doutoranda no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGC-USP).

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Monitoramento e Desafios na Gestão

O estudo enfatiza a necessidade de um monitoramento mais abrangente e sistemático, considerando que a gestão de áreas contaminadas costuma ser realizada de forma isolada, sem levar em conta a interconexão dos aquíferos. Reginaldo Antonio Bertolo, supervisor de Pino, sintetiza a situação: “Para cada 3 poços que são construídos, 2 são irregulares, no sentido de que o poder público não tem ciência da existência deles nem consegue avaliar se a água utilizada oferece risco ao usuário”.

O pesquisador destaca que clubes, condomínios, indústrias e hospitais são grandes consumidores do recurso subterrâneo.

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