Aeroporto de Congonhas: Rebolição de Moradores Contra Horário Estendido e Ruído!

Associações de Moradores Reagem a Pedido de Horário Estendido no Aeroporto de Congonhas
Um grupo de 20 associações de moradores da região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, manifestou forte oposição a uma proposta apresentada por companhias aéreas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A iniciativa visa autorizar pousos e decolagens após as 23h, em casos excepcionais, com um limite de uma hora adicional.
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O aeroporto, atualmente, opera das 6h às 23h.
Preocupações com Impactos Ambientais e Qualidade de Vida
As associações argumentam que o pedido não é adequado, considerando um histórico de reclamações da população local, preocupações ambientais e a importância do período noturno para o descanso da comunidade. Elas defendem que a operação noturna deve ser restrita a situações excepcionais, devidamente justificadas e autorizadas, sem a necessidade de novas flexibilizações normativas.
A entidade destaca que o direito ao descanso e à qualidade de vida deve prevalecer sobre a conveniência do setor aéreo.
Risco de Ampliação Contínua das Operações
Os moradores alertam que a flexibilização pode ser utilizada como justificativa para uma expansão contínua das operações do aeroporto. Citaram decisões judiciais que ordenaram o fechamento do aeroporto durante a madrugada. A situação já é agravada pelo alto nível de ruído aeronáutico, pelo intenso fluxo de voos e pelos impactos urbanos permanentes na região.
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Contexto Local e Decisões Anteriores
A região de Congonhas enfrenta desafios significativos devido à operação do aeroporto, que tem restrições noturnas desde a década de 1970, em resposta à poluição sonora. A Anac estabeleceu as regras atuais em 2008 para mitigar o problema. Em abril de 2026, por exemplo, o aeroporto foi autorizado a operar até a meia-noite devido a uma pane que causou atrasos e cancelamentos.
Resposta da Anac e da Associação Brasileira de Empresas Aéreas
A Anac informou que o tema está em análise pela diretoria colegiada. A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), que representa empresas como Latam, Gol e Azul, defende que a flexibilização é apenas para concluir operações já iniciadas em situações excepcionais, evitando impactos na malha aérea nacional.
A proposta inclui critérios como o impacto em mais de 600 passageiros. A Aena, que administra o aeroporto, registra um fluxo diário de 75 mil passageiros e explica que as prorrogações ocorrem em situações de eventos meteorológicos adversos.
A prefeitura de São Paulo informou que não foi oficialmente comunicada sobre a proposta e que, caso haja formalização, o pedido será analisado pelos órgãos técnicos, com base na legislação e na avaliação do interesse público.
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